A confusão no PSL e a morte anunciada dos ‘mitos’

Atualizado: Fev 17

Por CARLOS MAGNO

“Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá”

(Mt 12, 25).


Jesus foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios em nome do demônio. E respondendo aos pensamentos dos fariseus, pois os conhecia, disse a frase que está acima, descrita no Evangelho de São Mateus.


De fato, não há na história, recente ou remota, exemplo de reinos, poderes, líderes ou mitos que tenham subsistido em meio a divisões e crises internas. Basta que observemos alguns casos da política brasileira recente.


Jânio Quadros foi eleito por um partido minúsculo, o PTN, e renunciou em 1961, acreditando que iria voltar ao poder pelos braços do povo, o que não ocorreu.


Mais recentemente, Fernando Collor de Melo, também eleito por um partido pequeno, o PRN, renunciou para escapar de um impeachment.


Os dois, não por coincidência, foram eleitos com grande apelo popular, com discursos anticorrupção e surfando em uma onda populista de direita ou de extrema direita.


Quer mais coincidência?


Jair Messias Bolsonaro foi eleito por um partido pequeno, o PSL, com os mesmos discursos populistas e de combate à corrupção e, também não por acaso, representando a extrema direita do Brasil.


Não vejo necessidade de elencar aqui os fatos ocorridos nos últimos 15 dias que demonstram o nível de desentendimento e o tamanho do incêndio interno no PSL.


Mas é bom lembrar que, numa hora como esta, calma, prudência e jogo de cintura seriam a melhor saída.


O problema é falar disso para quem hoje comanda o Brasil...


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