A INEFICÁCIA DO “FIQUE EM CASA”

Por HAMILTON GONDIM

Coluna Mundo em Transformação

Todos os dados apresentados neste trabalho foram obtidos, no dia 14/02/2021, do “site”

https://susanalitico.saude.gov.br/extensions/covid-19_html/covid-19_html.html#/dashboard/.


O governo brasileiro publica esses dados, diariamente, ficando disponível a quem interessar possa.


Os dados nacionais foram os seguintes: Brasil, com população de 320.147.125, apresenta 114 óbitos por covid-19, por 100.000 habitantes. Isto é, até o dia 14 de fevereiro, morreram 114 pessoas, para cada 100.000 habitantes, em todo o Brasil.


O governo do Estado de São Paulo tem-se apresentado, quase que diariamente, nos meios de comunicação, para justificar sua política de enfrentamento ao Covid-19, abusando dos seguintes “slogans”:


· Estamos do lado da “ciência”; pela “medicina”.

· Queremos “salvar vidas”.

· “A ‘ciência’ diz que não devemos tomar esse ou aquele medicamento, por falta de comprovação ‘científica’”

· “Fique em casa”, para, de acordo com a “ciência”, salvar vidas.

· Estamos intervindo para garantir o “isolamento social”.

· Estamos proibindo os “deslocamentos não essenciais”.

· Estamos fechando as “atividades não essenciais”, públicas e privadas.

· Antecipação de feriados municipais e estaduais foi uma tentativa de aumentar o isolamento social no estado.

· A prefeitura de São Paulo (em maio de 2020) tentou um novo modelo de rodízio, sem os efeitos desejados para o isolamento social.

· Promoveremos, se necessário, o “lockdown” para limitar a circulação da população.


Na prática, o confinamento limita a circulação de pessoas para atividades consideradas não essenciais, podendo gerar multas para quem não cumprir a ordem, e toque de recolher em horários pré-estabelecidos. Na política do “tranca tudo” foram fechados bares, restaurantes e academias, houve redução do horário de funcionamento do comércio e até mesmo casas comerciais tiveram suas portas soldadas (para continuarem fechadas).


Não precisa enfatizar que São Paulo é o estado mais rico da União e, com todas essas grotescas intervenções governamentais, restringindo a liberdade da população e prejudicando sobremaneira a economia do estado e do país, era de se esperar que tivesse o melhor desempenho de todo o território nacional, dando o exemplo para os demais estados.

Na verdade, a situação é bem diferente, conforme pode ser constatado pelos seguintes dados: Estado de São Paulo, com população: 45.919.049, tem 123 óbitos, por 100.000 habitantes (123 > 114); Município de São Paulo, com população de 12.252.023, tem 147 óbitos, por 100.000 habitantes (147 > 123 > 114).


Um exercício interessante é verificar quão donosa tem sido a atuação do governo de São Paulo, ao tentar o controle social mental de sua população, fazendo uma verdadeira “lavagem cerebral”, no suposto combate ao Covid-19. Além de provocar o desmantelamento da economia, gerando desemprego, aumentando os excluídos (esquecidos) e a fome, não tem “salvo as vidas”, como prometido.


Na verdade, têm aumentado as mortes em São Paulo além do que seriam se tivessem mantido a média nacional. Senão, vejamos: Se retirarmos a população da capital de São Paulo do Brasil (Brasil menos SP), teríamos 207.845.102 habitantes e 102 mortes, por 100,000. As mortes do Brasil menos SP seriam diminuídas em 2 óbitos, por 100.000, ou 4.303 mortes a menos. São Paulo, com sua política, estaria aumentando as mortes do país, no lugar de diminuí-las.


Muito mais interessante seria se o Estado de São Paulo e sua capital aprendessem com o Município de Porto Feliz-SP (53.098 habitantes), que tem adotado uma política séria de prevenção e de tratamento precoce, resultando em um total de 37 mortes, por covid-19, até o presente momento. Nesse caso, se fosse possível imitar o exemplo de Porto Feliz, São Paulo teria tido um total de 32.143 mortes, no lugar de 56.266, e sua capital, 8.576, no lugar de 18.000. Vejam quantas vidas teriam sido salvas... (24.123!) Que “ciência” é essa que não “salva vidas”, pelo contrário, desperdiça vidas?


Outros estados que adotaram a política de “lockdown”, tais como: Amapá (130 mortes, por 100.000), Amazonas (239 > 114), Pará (178 > 114) e Ceará (169 > 114), tiveram performance pior do que a média brasileira (114). Qual a razão para exigir da população tanto “sacrifício”, se essa política se tem revelado ineficaz?


Comparando o número de mortes, por 100.000 habitantes, o desempenho brasileiro (114) está melhor do que o de muitos países (até mesmo países desenvolvidos) tais como: Bélgica (189); Reino Unido (176); Itália (156); Portugal (150); Estados Unidos (148); Espanha (141); México (136); França (124); Suécia (121); e Colômbia (115). Por que tanto “barulho” da nossa imprensa ao divulgar as notícias sobre covid-19 no Brasil, dando ênfase apenas nos aspectos negativos?


Em termos de número de doses de vacina da covid-19 administradas até 14/02/2021, o Brasil ocupava o 6º lugar, no mundo, segundo o “site” Opera Mundi – UOL (https://operamundi.uol.com.br/coronavirus/67957/mapa-da-vacinacao-no-mundo-quantas-pessoas-ja-foram-imunizadas-contra-covid-19). 1º lugar, EEUU (52,88 milhões de doses); 2º China (40,52 milhões); 3º Reino Unido (15,6 milhões); 4º Índia (8,29 milhões); 5º Israel (6,44 milhões); e 6º Brasil (5,24 milhões).


Apesar de já terem sido aplicadas 5.340.000 vacinas no Brasil, a grande imprensa se deleita em afirmar que vão parar de vacinar no Rio de Janeiro, Maranhão, etc. Essa “torcida” contra o governo brasileiro está ficando insuportável!


Apesar do mundo contar com inúmeras vacinas contra o covid-19, até o momento, só se dispõem de vacinas liberadas para uso emergencial, em caráter experimental.


No Brasil, o diretor presidente da ANVISA, Antônio Barra Torres, foi muito claro, ao prolatar o resultado liberando as vacinas CoronaVac, da Sinovac e a da Oxford-AstraZeneca, dentro dos “parâmetros de uso emergencial, temporário e experimental”, devendo haver o monitoramento das incertezas e reavaliação periódica.


Assim como não se pode advogar o uso de medicamentos, sem a comprovação “científica” de sua eficácia, a utilização de vacinas aprovadas pela ANVISA, em caráter emergencial, temporário e experimental, com todas as “incertezas” ainda presentes, não pode se tornar “obrigatória”, conforme afirmado no artigo: “Àqueles Que Usam o Nome da Ciência em Vão!” (Carta Polis - Além da Notícia).


Não é ético impor qualquer exigência para induzir à vacinação, nas circunstâncias atuais. Mesmo assim, espera-se que o povo brasileiro se apresente (voluntariamente) para vacinação para que se tenha, urgentemente, a imunização da população, livrando-nos dessas atitudes autoritárias que têm restringido nossas liberdades conquistadas (pela humanidade) após séculos de lutas.


***

Conheça HAMILTON GONDIM e leia outros artigos de sua autoria


117 visualizações

Posts recentes

Ver tudo