A montadora sairá do país?

Atualizado: 17 de Fev de 2020

Por PAULO BEZERRA


A montadora sairá do país? Esta foi minha pergunta, com certo grau de cinismo e ao mesmo tempo com ar de dúvida, à vendedora de carros.


Era um domingo e eu acompanhei minha irmã ao feirão de carros novos de uma grande montadora brasileira. Limitamos a compra em três modelos (este assunto será abordado em outro artigo) de mesma categoria e preços semelhantes. Eu recentemente comprara um carro e satisfeito sugeri que minha irmã comprasse um carro igual ao meu. Primeiramente fomos ao feirão de um concorrente.


A vendedora, sabendo que o meu carro permitia apenas quatro passageiros e que ele não era flex (na época a venda de carros flex ainda era, de certo modo, uma novidade) usou esse argumento como forma de valorizar o seu produto, ao que eu respondi, de fato o meu carro não é flex, mas perguntei: o que a senhora teria a falar sobre maximização da queima em um combustível e minimização em outro? Dado que a octanagem é diferente e o carro flex utiliza um valor intermediário.


A vendedora não soube responder minha pergunta, e nem eu sabia de fato o que estava perguntando, mas o interessante foi a cartada final dela: “o carro vai acabar”! Dessa vez eu não agüentei e perguntei “a montadora sairá do Brasil?”. Não estávamos na década de 1980, quando haviam apenas 4 fábricas instaladas no país e foi estipulado o depósito compulsório era necessário para poder comprar, pois o carro realmente acabava.


Bom, saímos do feirão e fomos visitar a terceira opção de compra. Minha irmã comprou um outro modelo e “ganhou” diversos mimos.


Lembre-se se você vai comprar algo de valor alto como um imóvel ou um veículo, pense na possibilidade de levar um parente ou um amigo, que não seja favorecido na compra, explique pra ele quais são suas necessidade e o seu limite de valor. Essa pessoa não permitirá que você ultrapasse seu orçamento nem compre algo pela simpatia (não era este o caso da consultora de vendas no feirão) do vendedor.


Em inglês há uma expressão, que é “policial bom, policial mau”, que é uma tática utilizada em negociação que consiste em um possuir uma postura agressiva e o outro ser simpático, não permitindo ao vendedor saber qual será o próximo argumento.


No caso da compra do carro, esta foi finalizada sem o fator emocional, o que deu a liberdade de avaliar o melhor custo-benefício sem qualquer tendência, preocupação ou  sentimento de obrigação. Se dê sempre a liberdade de poder fazer uma compra racional! Desta forma você conseguirá reservar uma quantia para a sua “caixinha”.


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