A origem do Feminismo

Atualizado: Fev 17

Por LUCINEIDE CRUZ & GILMARA QUEVEDO*


A história da humanidade é feita por homens e mulheres que a inventam a cada dia, a cada instante, no cotidiano de suas vidas ou no palco político por eles montado.


Ao longo dos séculos as mulheres realizavam tarefas domésticas e cuidavam do lar e da educação dos filhos, contribuindo muito com o preconceito de gênero.


As que queriam sair do ambiente privado para o público e pretendiam ganhar destaque em atividades reconhecidas como profissionais, foram denominadas genericamente de feministas, mas trouxeram avanços, permitindo às mulheres transcenderem a sua condição de "mulher" do homem na sua existência pessoal e coletiva.


No século XVIII, nos primórdios da Revolução Francesa, identificamos mulheres mais ou menos organizadas, que lutaram pelo direito à cidadania, a uma existência legal fora de casa. O único lugar que tinham algum reconhecimento era como esposas e mães e fora dos limites de casa, restando-lhes a vida religiosa.


Na segunda  metade do século XIX  foi muito particular, pois desafiou ao mesmo tempo a ordem conservadora que excluía a mulher do mundo público e dos direitos como cidadã e também as propostas revolucionárias, que viam na luta das mulheres um desafio do proletariado por sua libertação e nas primeiras décadas do século XX, as lutas  e manifestações cederam lugar a campanhas mais organizadas pelos direitos políticos de votarem e serem votadas. O movimento sufragista espalhou-se pelos Estados Unidos e Europa, construindo o Feminismo organizado pelo mundo.


O feminismo como movimento coletivo de lutas das mulheres se manifesta, na segunda metade do século XIX. Essas lutas repousam sobre o reconhecimento das mulheres como oprimidas e que as relações entre mulheres e homens não estão inscritas na natureza e que existe a possibilidade política de transformação.


A reivindicação dos direitos das mulheres nasce da distância entre a afirmação dos princípios universais de igualdade e a realidade da divisão desigual dos poderes em mulheres e homens.


A revolução feminista, marcou a discussão sobre a democracia de todo o século XX, trazendo avanços importantes no cenário social, político e cultural no Brasil e em quase todo o mundo. Apesar da maior participação das mulheres na esfera pública é indiscutível, mas nas instituições privadas ainda ocorre de maneira tímida.


*Gilmara Quevedo é graduada em Processamento de Dados, possui pós-graduação em Docência do Ensino Superior e Mestrado em Liderança. É professora do ensino superior, Tutora em EAD, Síndica e 1º Tenente da Reserva do Exército e também diretora da Associação dos Oficiais da Reserva do Exército.


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