A REALIDADE MUDA

Atualizado: Mar 4

Por PAULO BEZERRA

Pensamos que tudo é permanente e fixo, mas...Apenas os diamantes são eternos.


Quando compramos imóveis, na empolgação, fazemos reformas e acabamos gastando uma boa quantidade de dinheiro, que poderia inclusive ser utilizado para abater as prestações, mas a sensação quando pegamos a chave é a de que iremos possuí-lo eternamente, o que acaba não sendo realidade para muitos.


Você conhece alguém que comprou uma casa para morar o resto da vida e morou nela por pouco tempo em função de uma transferência de trabalho ou em razão de um relacionamento desfeito?


Já vi caso de uma pessoa que passou boa parte da vida aplicando todo o seu salário na construção de sua casa. Quando ela estava quase pronta veio a separação. Se duvidar o fato de viver num canteiro de obras pode ter influenciado substancialmente a ruptura do casal.


E aquele sonhado veículo que ao ser adquirido o equipa todo e de repente aparece uma oportunidade ou necessidade na vida e tem-se que se desfazer do automóvel. Nestas horas o investimento na customização pode até dificultar a venda, por dois motivos: querer inseri-la no preço e acabar não aceitando um valor mais baixo e outra porque nem sempre as mudanças estarão no agrado do comprador.


Digo isto para você não fazer reformas e jamais ter um carro da forma como quer? Não! Mas que viva com conforto dentro das suas reais possibilidades.


Se você tivesse apenas um dia restante de vida iria querer torrar sua grana? Então por que no caso contrário você quer gastar todo o seu dinheiro de uma vez só se pretende viver além dos 100 anos? Vá vivendo o dia, adquira o imóvel e o carro dentro das suas possibilidades.


Até os anos oitenta, ter apartamento na praia, que era o sonho de muitos, porém se ele foi concretizado, provavelmente acabou obrigando a família a ir sempre para a mesma cidade e para a mesma praia por um longo período, pois não fazia sentido pagar condomínio o ano todo e acabar indo para outro lugar.


Se por um lado tinha o conforto de ter um imóvel na praia, no outro, um custo que poderia pagar um hotel, ter recordações de diferentes cidades e evitar aborrecimentos, quanto, por exemplo, os filhos, ao terem seus relacionamentos, os companheiros não desejarem ir continuamente para o mesmo lugar.


A sabedoria da hora e do quanto gastar deve permear suas decisões. Devemos investir em nós mesmo, desde que isto não traga transtornos nem arrependimento.


Ao final de nossas vidas, se pudéssemos pensar em como poderíamos revivê-la, alguns diriam que pouparam demais, outros que fizeram escolhas erradas e que acabaram gastando inconscientemente.


Seja sábio! Sua caixinha agradece!


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