AMBIENTE NO PALÁCIO COM SENTIMENTO DE INSUPORTÁVEL RESIGNAÇÃO

O ambiente no Palácio do Planalto, após o indiciamento do presidente Michel Teme e mais 1O pessoas, sabe a contrição. Contritos, assessores do presidente prepararam a pauta da transição para uma realidade ainda incerta após passa o poder para Bolsonaro ou Haddad.

Contritos, discretos, agendam para Temer um final de curso o mais defeso possível.

A ameaça de uma terceira denúncia da procuradora-geral da República Raquel Dodge, por mais apertado que seja o calendário daqui até o final do governo, está presente em especulações mais consistentes dos assessores.

Se bem que vozes mais próximas ao presidente considerem a longa peça acusatória da Policia Federal um libelo entreamado de ficção, má fé e viés ideológico, na apreciação de advogados palacianos.

Um alentado processo de centenas de páginas vazadas em português desavisado constitui o chamado processo alusivo ao decreto dos portos no qual inexistiriam provas cabais da participação dolosa de Temer.

Uma única alusão ao nome de Michel Temer é encontrada em um diálogo em toda a investigação, no qual alguém pergunta a outrem – não identificado – se “Michel” já teria aprovado.

O “outrem” responde: “Sim, aprovou”. Refere-se ao decreto engendrado pelo Ministério dos Transportes Foi suficiente para o mundo cair sobre ele.

Outro dado levado em conta pelos advogados é que do ponto de vista de materialidade de tráfego de dinheiro só constam do processo dois recibos dados pelo presente à empresa de arquitetura e engenharia que executou a reforma na casa de sua filha, ambos de pequena monta e referente.

1 visualização