BOLSONARO ENTRE BALAS, BOLAS, BÍBLIAS E BOIS

Não se deve superestimar a capacidade do presidente eleito de resolver todas as questões a serem postas à sua mesa. (Até aqui, mesa modesta, de classe média, com café preto, pão e leite condensado)

O presidente eleito Jair Bolsonaro “mito” somente para consumo eleitoral. Agora, será somente um presidente como todos os outros, ele e as suas circunstâncias, a cada dia bastando o seu mal e o seu bem. Deverá saber tirar a diferença.

Porém, um aviso de quem já viu passar pelo menos uma dezena de presidentes por lá: o poder pode muito, mas não pode tudo.

E é solitário o poder. Não será uma festa. Aquela cadeia tem espaldar alto para compensar as dores que virão do mal jeito dos que se sentam se resfastelando, numa festa errada.

À sua ilharga direita estarão exércitos que lhe pedirão o sol, a lua e as estrelas e quem sabe até o nosso meio ambiente arrasado.

Não entendam por forças armadas, refiro-me ao exército de Brancaleone dos parlamentares das bancadas vorazes.

Bolsonaro até aqui tem mostrado ser um esgrimista, escapando, com torneios ligeiros de habilidade verbal, da fome pantagruélica de balas, bolas, bíblias e bois.

Mas, até quando?

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