BOLSONARO SEGUE ROTEIRO PRESIDENCIAL DE COLLOR, MAS SEM HOSTILIZAR CONGRESSO E SEM UM PC FARIAS

Um político até então desconhecido das grandes massas, nordestino, governador de Alagoas, foi apresentado eleito por um partido minúsculo, PRN, debaixo de um poderoso slogan – “Caça aos Marajás”! – para ser o salvador da Pátria – Fernando Collor – e ungido pela maioria absoluta dos brasileiros contra Lula e o PT. Ruiu com dois anos de mandato quando bateu de frente contra o Congresso Nacional e se deixou envolver pela corrupção comandada por PC Farias.

Collor inaugurou seu governo com um estilo presidencial de populismo do tipo culto ao mito: firme, renovador e com autoridade. .Impôs a abertura comercial brasileira. Forçou as montadoras a trazer tecnologia para a indústria automobilística, tachando os carros nacionais de “carroças”. Fundiu ministérios e lacrou as portas de dezenas de estatais e autarquias. Mandou fechar na marra os programas nucleares das 3 forças armadas. Deixou a esquerda perplexa e a direita atõnita.

Mas cometeu erros crasso como o confisco da poupança privada para saldar as dívidas do País. Finalmente, desconsiderou solenemente o Congresso Nacional e se deixou entregar às operações paralelas de corrupção do tesoureiro PC Farias.

Para quem aprecia comparações, as semelhanças dele com Jair Bolsonaro são inúmeras. Só que o candidato com maiores chances de ser eleito no próximo domingo há de ter assimilado todas as lições históricas de como não se perder na Presidência da República. O collorismo é hoje uma mancha no passado, sem glória.

Resta a Bolsonaro, se eleito, seguir o roteiro virtuoso da as reformas, deixando os badulaques e as tentações do poder de lado.

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