CONSTRUTOR DO EDIFÍCIO DO CONGRESSO SE FOI, COM UMA REPÚBLICA INTEIRA PARA CONTAR

Luciano Brandão Alves de Souza, o ex-diretor-geral da Câmara dos Deputados e engenheiro que construiu os edifícios anexos, 4 décadas após ter participado da própria construção do prédio do Congresso Nacional, além de um amigo dos mais próximos de Oscar Niemeyer, morreu no Rio aos 94 anos.

Também bacharel em Direito pelo CEUB de Brasília. chegou ao TCU, tornou-se presidente da corte, e, ao se despedir na aposentadoria, amado pelos funcionários, em homenagem batizaram com seu nome o auditório principal do Tribunal.

Conselheiro de presidentes, foi sondado pelo amigo Itamar Franco para ser ministro em seu governo, mas recusou. Itamar o nomeou para integrar o Conselho de Estado..

Com Fernando Henrique Cardoso chegou a ser cogitado para chefe da Casa Civil. Não foi. Porém, após ser diplomado presidente da República, foi comemorar com um jantar na casa de Luciano em companhia de seu vice-presidente Marco Maciel e de Luiz Octavio Galotti, então presidente do Supremo Tribunal Federal.

Um de seus grandes amigos foi Paulo Afonso Martins de Oliveira, sempre lembrado com o mais eficiente secretário da mesa que a Câmara já teve, mais tarde ministro do TCU.

Contador de histórias, recebia com um típico bom humor de sempre as brincadeiras de que havia ficado rico porque morava num belo apartamento na Avenida Vieira Souto, no Rio, metro quadrado mais valorizado do mercado imobilário do País.

Luciano descartava logo:

– Foi herança!

Morreu lúcido.

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