CORRENDO ATRÁS DO PREJUÍZO

Por PAULO BEZERRA

Coluna Educação para o Consumo

O ditado “correndo atrás do prejuízo” é muito utilizado, principalmente quando fazemos algo incorreto e precisamos acelerar para alcançar o passo. Neste contexto estão as dietas, as notas baixas e aquele inglês que deixamos de lado.

Na faculdade eu já dizia: as primeiras notas do bimestre têm que ser altas, pois como normalmente o conteúdo é menor, fica mais fácil alcançar êxito nos estudos e obter aprovação no final do semestre, fora o fato de ter o privilégio de estudar sem muita pressão para as últimas provas, em razão das notas iniciais.

Quanto ao regime acontece exatamente a mesma coisa, perder um quilo é fácil, dois também, já cinco começa a ficar sacrificante, dez então... avalie 20 quilos indesejáveis. Com o dinheiro precisamos tomar as mesmas atitudes que tomamos frente às outras dificuldades que nos assola, ou seja, cuidar para que as dívidas não aumentem.

Quando estamos na rota errada, permanecer nela só nos distancia de onde queremos chegar. O mesmo ocorre quando estamos no vermelho. Só há uma forma de voltar ao azul e seria primeiramente acabando as dívidas, voltando para trás e pegando o novo caminho.

Sabe aquele dinheiro extra que aparece? Seja pela venda de algo, um atrasado, a possibilidade de uma retirada no FGTS ou o décimo terceiro salário...Esse a mais não deve ser destinado a nenhuma compra enquanto houver carnê a vencer (vencido nem se fala), e digo, no dia que um valor excepcional bater na sua conta e você não tiver nenhum compromisso, vá por mim, será fenomenal, e o pior (ou melhor) é que você nem terá vontade de gastar.

Pois provavelmente lembrará que pagar o mínimo do cartão de crédito, usar o limite de cheque especial e fazer empréstimos é uma trajetória que leva ao agiota bater à sua porta. Se um dia você estiver apertado financeiramente, lembre-se que nem sempre foi assim e que será possível voltar aos bons tempos desde que tenha determinação e disciplina.

Gosto de fazer analogias de dinheiro com o nosso dia a dia, pois no final das contas tudo se mistura e complementa. É como o português e a matemática e a física com a geografia.

Quando você tiver crédito não seja influenciado para comprar o que não quer e depois ficar enrolado novamente, senão todo trabalho terá sido em vão!


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Coluna Educação para o Consumo

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