DESDE 2007 BATTISTI CHAMAVA BRASIL DE COVIL DE BANDIDOS

Aquele 17 de março de 2007 estava especialmente quente e úmido no Rio.

A temperatura era bastante elevada para a pele alva de Cesare Battisti, que mesmo assim foi à praia.

Por que um escritor de livros policiais, com passaporte falso, sentindo-se protegido, iria ficar em casa num dia ensolarado daqueles, sabendo que o Brasil (como se costumava dizer na Europa) era o país dos refugiados, dos imigrantes clandestinos ou fugitivos da justiça, por que aqui se davam bem por causa de um Judiciário leniente e lento, uma polícia corrupta, e um povo que não está nem aí para as leis?

Para cá acorreram fugitivos da Justiça italiana, que fizeram a comunicação boca-a-boca das vantagens de virem se homiziar no belo Rio, onde a vida é bela, contando com um sistema judiciário brasileiro lento e venal. Essa é a imagem que projetavam do Brasil.

Assim foi com Battisti. E, naquele final de verão de 2007, ele tomava água de coco em Copacabana quando policiais federais brasileiros o identificaram, o interpelaram e o prenderam. Era a polícia que finalmente, com mandato nas mãos das polícias italianas e francesas, via Interpol, o acossara.

  Uma agente infiltrada francesa conseguiu atrair o terrorista para um hotel em Copacabana com o pretexto de entregar a Battisti fundos para sua manutenção no Brasil.

(*) Trecho do livro “Battisti, o Protegido do Brasil”, de Leonardo Mota Neto

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