DINO APROVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, MAS NÃO PODE DIZER EM PÚBLICO

Atualizado: 7 de Out de 2019

Apesar de ser fanático por Lula, embora a reciproca não seja verdadeira, o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, único líder comunista em posto político, não pode se queixar do Governo Bolsonaro´.

Já participou de reuniões com o ministro Paulo Guedes sobre um novo pacto federativo para combater o monstruoso deficit fiscal dos estados. Foi ouvido e ouviu. Teve vez para falar como qualquer outro. Não por ser lulista extremado e comunista que não tem direito de emitir sua palavra ao governo.

Nessa linha,Dino aprova a reforma da Previdência porque sabe o tamanho do rombo que se abre a seus pés no Palácio dos Leões.

Mas não pode dizer em público que aprova. Seus aliados do PCdoB, PT, Psol e aderentes da oposição a Bolsonaro preparam ruidosas manifestações e pretendem obstruir a tramitação.

Ademais, Dino se considera nome capaz de alçar à condição de pré-candidato a presidente da República, na resultante desse conjunto de de forças de oposição, incorporando ainda a social que sustentou o lulismo. Analisa que  esse agrupamento ideológico não repetirá a candidatura de Fernando Haddad por ser um outro momento histórico, social e político.

Daí oferecer seu nome para o papel de aglutinador das esquerdas.

Levando a sério sua intenção, Dino resolveu que em breve passará o governo de fato ao vice Carlos Brandão para se dedicar integralmente ao seu projeto de poder nacional.

Contando com o Pacto Federativo de Paulo Guedes, claro.

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