Economizar tem limite

Atualizado: Fev 17

Por PAULO BEZERRA


Economizar deve fazer parte da nossa rotina. Não gastar naquela compra desnecessária é prudente. Mas até que ponto deve-se economizar?


O ditado popular: “O apressado come cru” se refere àquela pessoa que tem pressa, e o mesmo vale para o seu dinheiro. Não corra para preservar seu dinheiro, pois economizar demais pode não ser a forma mais sábia de guardar dinheiro.


No mercado existem produtos de primeira linha e aqueles não tão bons, também encontramos à disposição as mercadorias intermediárias, isto é, aquelas que não são excelentes, nem de marca, mas também proporcionam um bom retorno.


Vou dar um exemplo. Certa vez saí de casa e não deu tempo de voltar para calçar meu sapato, passei numa loja popular e paguei muito barato por um par de calçados para ir ao trabalho. O sapato era tão ruim que nunca mais o usei, aqueles 20% que “economizei” comprando um produto de baixa qualidade foram jogados no lixo, antes, então, tivesse comprado um sapato bom que seria utilizado por muito mais tempo.


Ao contrário da situação anterior, quando meu carro precisou de pneus novos eu optei pelo conjunto mais caro à disposição, provavelmente paguei pouco a mais do que aqueles comprados em hipermercados.


Saí da oficina “pisando nas nuvens”, parecia que meu carro era novo. Aquele conjunto de pneus pareciam novos quando vendi o carro após rodar por 65.000km. Paguei caro, porém, tive mais conforto e maior durabilidade. Aqueles pneus oferecidos nas grandes redes de varejo teriam me custado mais caro no final das contas, e se duvidar, menos segurança.


Pense antes de economizar. Ficar num hotel barato pode gerar custos de tempo e transportes que elevarão o custo final da diária.


Gosto muito de brigadeiro, aprendi a fazer ainda pequeno. Para mim só adianta se for feito com a melhor marca de leite condensado, ou não faço ou, se tenho que fazer, farei com o produto que dá melhor resultado e sabor.


Como tudo na vida, os extremos devem ser evitados. Por exemplo, um carro de R$ 300.000,00 leva aos mesmos lugares que um outro de R$ 30.000,00, entre esses dois preços há uma diversidade de opções que melhor nos atende, o mesmo vale para imóveis, acomodações, aparelhos domésticos, alimentação, etc.


O custo de um produto, portanto, não é apenas aquele que é desembolsado na hora da compra, muitos fatores extras somam-se a ele. Sugiro avaliar com cautela sempre que for adquirir algum bem e que tenha cuidado para não cair nas armadilhas das promoções.


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