FARINHA DE MANDIOCA MORRO ALTO

Por ANDRE R. COSTA OLIVEIRA



Se você a encontrar em algum mercado, não hesite em comprar imediatamente. A tradicional - e não menos deliciosa - farinha de mandioca da comunidade do Morro Alto, distrito da belíssima e acolhedora cidade de Bocaiúva/MG é absolutamente fabulosa. Possui textura, cor e aroma incomparáveis, porque leva dois ingredientes únicos: o amor e a dedicação com que é produzida. São verdadeiros artesãos que, sob as bençãos de São Sebastião (padroeiro da localidade), de geração em geração mantém a tradição do cuidado, da limpeza e da máxima higiene, desde a escolha da matéria-prima até a sua embalagem e transporte. Eu não compreendo a razão pela qual os grandes restaurantes do planeta afora ainda não a descobriram. Mas isso não deve demorar muito. Eu mesmo não abro mão das porções generosas da farinha Morro Alto em diversas de minhas “alquimias”, degustando-a até mesmo pura. A farinha Morro Alto também vem sendo falsificada e vendida ilegalmente em alguns mercados brasileiros. Para combater tamanha “heresia”, o Sebrae – em parceria com a prefeitura do município de Bocaiuva e a Emater – trabalha atualmente em um selo de identificação para o produto, com registro de patente, inclusive. Na imagem, eu a sirvo com lombo de porco que achei na geladeira, temperado com sal, alho, cebola, tomates e pimenta de cheiro. Mas o lombo hoje é o mero figurante... “Passa o vento das campinas Leva a canção do tropeiro Meu coração está deserto Está deserto o mundo inteiro Quem viu a minha senhora Dona do meu coração Chora, chora na viola Violeiro do sertão Ela foi-se ao pôr da tarde Como as gaivotas do rio Como os orvalhos que descem Da noite num beijo frio Acauã canta bem triste Mais triste é meu coração Chora, chora na viola Violeiro do sertão Eu disse a senhora volta Igual a flor da sapucaia Veio o tempo, trouxe as flores Foi o tempo a flor desmaia Colhedeiras que além voas Onde está meu coração Chora, chora na viola Violeiro do sertão Não quero mais esta vida Não quero mais esta terra Vou procurá-la bem longe Lá para as bandas da serra Ai triste que sou escravo Que vale ter coração Chora, chora na viola Violeiro do sertão” (Téo Azevedo)

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