GARNERO ABRE PONTE DE BOLSONARO COM IMPÉRIO REPUBLICANO DE WASHINGTON

Jair Bolsonaro, praticamente eleito presidentre da República, permitiu-se neste sábado, 2O, a adiantar o perfil da nova política externa de seu eventual governo, dando pistas de que os Estados Unidos serão seu principal sócio no tabuleiro de xadrez mundial.

Não deixa de ser um dado lógico pois os Estados Unidos são o maior comprador dos produtos brasileiros. Mas há o aspecto de que os analistas daqui e de lá constroem uma parceria ideal pela semelhança de estilos entre Bolsonaro e Donald Trump.

Numa entrevista na casa de Paulo Marinho, suplente de senador de seu filho Flávio, recém-eleito pelo Rio, Bolsonaro teceu considerações em aberto sobre o presidente Donald Trump, elogiando algumas de suas políticas como a redução de impostos e reaquecimento da economia.

Por ter se permitido tecer tais comentários numa entrevista à imprensa, os argutos diplomatas passarão a anoitar em seus carnês: caso Bolsonaro vença a eleição no segundo turno, como tudo parece vá acontecer, Washington será o principal eixo da política externa brasileira.

O confeito do bolo da reaproximação com os Estados Unidos está sendo providenciado pelo maior perito em negócios bilaterais privados com aquele país, Mario Garnero, banqueiro dono do Brasilinvest, que nos últimos 40 tem atuado com desenvoltura com a comunidade econômica, financeira e política daquele país, e com mais naturalidade ainda quando a Casa Casa Branca é controlada pelos republicanos como agora.

Garnero, a pedido do governos brasileiros do passado atuou para remover barreiras que toldavam as relações entre Brasília e Washington, agindo com absoluta discrição, sua marca inconfundível.

Sua aproximação com Bolsonaro aconteceu bem antes do atentado, quando candidato pelo PSL almoçou na sede do Brasilinvest em São Paulo, em encontro articulado através das boas relações de seu filho Álvaro Garnero, executivo do banco, com Eduardo Bolsonaro, eleito deputado federal por São Paulo.

1 visualização