Gestão de Pessoas em Ambiente de Teletrabalho*

Atualizado: 17 de Fev de 2020

Por LUCINEIDE CRUZ & EVANDRO LEPLETIER*


Fazer com excelência a gestão das pessoas em um ambiente organizacional é um dos grandes desafios do gestor atual. Este desafio mudou de nível com a inclusão do Teletrabalho, pois caberá a um bom líder compreender e gerenciar as demandas e conflitos de uma equipe que não necessariamente ocupará o mesmo espaço físico.


Em um estudo recente publicado nos Cadernos Ebape.com, de título “Aspectos críticos do Teletrabalho em uma companhia multinacional”, os autores Igor Leal Aderaldo, Carlos Victor Leal Aderaldo e Afonso Carneiro Lima estudaram um grupo de estagiários com idade entre 21 e 26 anos, de uma subsidiária brasileira de uma companhia multinacional sediada nos EUA, cujas operações estão presentes em 175 países.


Entre suas conclusões estão:


O fato dos teletrabalhadores serem autônomos na execução de suas tarefas diminui o contato com os colegas de trabalho, gerando uma sensação de isolamento. Essa sensação traz maior dificuldade de integração do indivíduo à empresa, o que pode gerar uma fragmentação de identidade e distanciamento da cultura organizacional. A distância dos escritórios e líderes é de grande relevância para os estagiários: se, por um lado, essa é uma das formas de ingresso em uma multinacional em regiões onde a empresa não tem escritório, por outro, essa modalidade de estágio pode comprometer sua visibilidade, ascensão de carreira e efetivação. A distância dos líderes também pode acarretar dificuldade de aprendizagem, pois as chefias diretas podem ajudar no desenvolvimento profissional.


Entre os desafios para os gestores de Teletrabalho estão: saber identificar profissionais que possuam conhecimento, habilidades e atitudes compatíveis com este tipo de trabalho, que exige foco, disciplina, autogestão, automotivação, responsabilidade, entre outros fatores inerentes ao cargo.


Nem sempre o melhor profissional que trabalha dentro do ambiente físico da organização será o melhor trabalhando fora dele. É muito importante que os líderes conheçam os atributos e os limites de seus liderados, para poder montar uma equipe que trabalhe de forma eficiente, eficaz e efetiva.


Nem todo trabalhador que queira atuar no Teletrabalho estará devidamente maduro para isto e caberá ao gestor identificar se as habilidades técnicas, humanas e conceituais do colaborador são compatíveis com o “home office”.


* Material Retirado do Livro Gestão do Teletrabalho (Home Office) no Brasil: Casos do Serpro e TCU e métodos para a implantação de Evandro Lepletier e Lucineide Cruz


*Evandro Lepletier - Mestre em Agronegócios (UnB), MBA em Gestão Empresarial, MBA em Gestão de Marketing, Especialista em Consultoria e Diagnóstico Organizacional, Especialista em Administração de RH nas Organizações Públicas, Especialista em Docência em Administração, Política e Estratégia da ADESG, Bacharel em Administração, Leadership & Customer Loyalty (Instituto Disney), Comendador Master in total Quality Administration (Latin American Quality Institute, 2017), Comendador do Prêmio Excelência e Qualidade Brasil (Braslider, 2017), Participante da Banca de Examinadora do Prêmio Nacional da Qualidade (FNQ, 2013), Diretor de Projetos da Promaximo® Academy, Ex-Conselheiro do CRA-DF e ex-presidente do Comitê de Comércio Exterior da AMCHAM, Consultor sênior do PNUD, OEI e Sebrae, autor do livro Ovinocultura de Corte na RIDE-DF (Novas Edições Técnicas), autor de Empreendedorismo para UABMEC, professor de graduação, pós-graduação e escola técnica, com dezenas de materiais publicados.


*Lucineide Cruz – Colunista da Carta Polis. Diretora Adjunta da Sobratt - Apresentadora do Programa Bate-Papo Fácil na Rádio Cesb Brasília. Fundadora da Fácil Editora. Escritora. Consultora Educacional na Odília Félix Assessoria. Redes Sociais: Programa Bate-Papo Fácil