HERÓIS ANÔNIMOS

Por LUCINEIDE CRUZ

Coluna Bate-Papo Fácil

Em tempos de pandemia, principalmente quando alguém próximo sofreu ou faleceu em razão do Covid-19, sair de casa é um ato de confiança e de muito amor.


Médicos, enfermeiros, motoristas, seguranças, recepcionistas, equipe de limpeza que atuam na área da saúde tiveram intensificada a convivência com a dor e o sofrimento. Aprenderam ou entenderam de outra forma o significado da palavra agonizar. Viram em muitos olhos desespero e dor e ainda assim no dia seguinte tiveram que levantar para enfrentar mais um dia de trabalho.


Trabalho este que por vezes é esquecido de ser reconhecido e ainda assim encontram automotivação e se agarram no que creem para pedir proteção e clamar que não sejam contaminados e nem contaminem os seus.


Chegar em casa pode ser ao mesmo tempo um alívio e uma tensão. E no outro dia, a luta é a mesma. Estes cada vez mais cansados, esgotados tantas vezes se deparam com falta de material para trabalhar: equipamentos de proteção individual, medicamentos e outros instrumentos que podem salvar vidas e que sem eles resta a dor, o lamento e a esperança de que o próximo dia de trabalho seja melhor.


Eles são heróis! Dia após dia lutam com seus medos, enfrentam preconceitos por trabalharem em local de risco e na maioria das vezes, nem seu nome sabemos.


Passam despercebidos principalmente todos os que são necessários para que o atendimento médico ocorra. Aqueles que fazem a ficha, limpam a sala, aplicam o remédio, fazem o exame...


Que a gentileza, a gratidão, o carinho e a empatia tenham lugar no nosso dia a dia e que mesmo em meio a dor, possamos dizer a estes: muito obrigada! Que o nosso sorriso seja o combustível deles e os ajudem a no outro dia enfrentarem novamente seus fantasmas.


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