LEAL NA PETROBRAS É SINAL DA NOMEAÇÃO DE MILITARES PARA EMPRESAS ESTRATÉGICAS

O governo sabe que não poderá enfrentar a pressão político-parlamentar das bancadas para nomear para cargos de segundo e terceiro escalões pessoas indicadas partidariamente.

Essa percepção já se faz presente e será mais forte quando se aproximar a votação da Reforma da Previdência entre março e abril.

O governo usa de dois estratagemas:

1 – adiar ao máximo que puder o preenchimento desses cargos –  milhares deles, notadamente nos estados – para coincidir com o encaminhamento da proposta da reforma ao Congresso, e assim ter um elemento para barganha.

2 -disseminar o conceito de que os políticos poderão indicar pessoas, mas que sejam técnicos competentes.

No entanto, reina angústia no meio político com a proximidade das eleições para as duas mesas das c asas do Congresso, o que obriga o governo a se antecipar.

Devido a essa pressão externa, outra estratégia mais ousada foi iniciada : nomear militares para cargos em empresas de alto significado para a gula de políticos, para lhes passar um recado claro; aqui não haverá mais corrupção.

Hoje por exemplo foi nomeado para presidir o Conselho de Administração da Petrobras o almirante de esquadra e ex-comandante da Marinha, Eduardo Bacellar Leal Ferreira.

Foi o Conselho de Administração da Petrobras que aprovou a compra da refinaria de Pasadena sem que seu presidente   – na época a ministra da Casa Civil Dilma Rouseff – sequer lesse o parecer contrário da Diretoria Internacional.

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