MELHOR PERDER POUCO DO QUE MUITO

Por PAULO BEZERRA

Coluna Educação para o Consumo

Você já perdeu dinheiro em alguma negociação malfeita, ou se arrependeu por ter feito uma compra além de suas possibilidades?

É difícil que ao longo de nossas vidas nós não percamos nada. Mas ninguém está intencionalmente disposto a jogar dinheiro fora.

Entretanto, podem ocorrer situações em que falhar logo seja a melhor uma opção, para não gerar um prejuízo maior, lá na frente, por pura insistência e ficar aguardando que as coisas melhorem mesmo quando os dados, os gráficos e os números não indicam o mesmo.

Falas como: “Mas eu não posso me desfazer agora” e “eu vou não vou dar de graça” são comuns entre os que não analisam com imparcialidade os cenários e que em breve estarão no fundo do buraco, principalmente quando não percebe e nem consegue assumir que, por exemplo, um bem pode valer menos do que acredita e do que tenha pago por ele.

Quando se compra uma loja na planta, na expectativa que o comércio fique lotado e ele acaba ficando entre estagnado e parado, de nada vai adiantar acumular mensalmente mais gastos aguardando o que não ocorrerá.

Quando se dá um passo além das pernas ou as circunstâncias são alteradas isso pode fazê-lo abrir mão de algo como, por exemplo, ter que rescindir um contrato, por não haver condições de honrá-lo.

Quando falo em aceitar logo o prejuízo, não me refiro aos investimentos de riscos, pois eles têm altos e baixos e os que administram carteiras de ações, sabem em um momento de queda é necessário ser prudente e estratégico nas decisões.

Este raciocínio vale para tudo nas nossas vidas. Na minha faculdade uma colega na apresentação do primeiro dia disse que já começara diversos cursos. Eu pensei: tomara que ela tenha desistido deles logo no início, pois cursar quatro anos de um curso de cinco para entender que não quer ser formar na área, não faz sentido, frente ao investimento de tempo e dinheiro empregados, razão pela qual devemos fazer uma avaliação constante de tudo em nossa vida.

Eu costumo falar que a forma como lidamos com nosso dinheiro é muito parecida com a nossa vida no dia a dia, por exemplo, uma matéria que você está praticamente reprovado não seria interessante trancar? Quando?

De qualquer maneira, mesmo no caso anterior haverá perda de dinheiro, e sua caixinha não engorda sem atenção e foco para enchê-la.


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