MINHA MUSA - BEATRIZ LOUZADA

Por LUCINEIDE CRUZ


Meus “ídolos” costumam ser pessoas que conheço e que passo a admirar. Alguns eu convivo, fazem parte do meu dia a dia, outros vejo de quando em vez, e alguns basta um encontro para ficarem eternizados na minha memória.


Estas pessoas que são minha referência, o famoso: quando crescer quero ser igual! Claro que nunca serei, mas elas são minha inspiração, me inspiram a descobrir, desenvolver e aprender a ser e a ter a minha versão do que admiro nelas.


Uma delas é a minha querida Beatriz Louzada, uma bela senhora, que está em sua fase sênior da vida e que me encanta. Vê-la desarrumada, impossível! Nem os filhos a viram desta forma. Mesmo em casa, na quarentena, ela sempre está de batom, com brincos combinando com a roupa e com o cabelo arrumado.


Imagino que seu saudoso marido tenha tido o privilégio de todos os dias deparar-se com uma linda mulher. Uma vez, conversando com um de seus filhos, o Flávio Louzada, ele disse que tinha na memória, lembranças de falas como: eu preciso me arrumar, seu pai está chegando do trabalho.


É claro que ela já estava arrumada, mas fazia questão de continuamente estar ainda mais bonita para seu esposo. Confesso que quando abri o meu armário um dia destes, vi uma roupa horrorosa, mas extremamente confortável, do tipo para ficar largada.


Pensei com os meus botões, em primeiro lugar Beatriz Louzada, jamais teria aquela roupa, depois pensei: o que tem, só hoje! Aí lembrei que o só hoje, não combina comigo... De só hoje em só hoje, esqueço de fazer dieta, e de adquirir a disciplina para fazer atividades físicas.


Troquei a roupa largada por um vestido bonito e confortável, passei um batom, coloquei um brinco e sinceramente... Me senti muito melhor e pensei, a vida, sempre foi um presente, mas em tempos de pandemia parece haver uma conscientização maior sobre isto e eu é que não vou desperdiçar um dia de vida ficando “jogada”.


E daí se ninguém vai me ver arrumada? Eu me vejo! É claro que ainda não cheguei no nível de Beatriz Louzada e nem sei se chegarei, mas passei a estar em um patamar que gosto. Aprendi a ter prazer em acordar e escolher a roupa que usarei.


Isto me lembra de quando eu brincava de boneca de papel e ficava toda hora trocando o figurino delas. Raramente alguém via os modelos que eu inventava, mas isto não tirava de mim o prazer de montá-los.


Creio que cada um deve achar um jeito de melhor cuidar de si nesta quarentena, de viver bem o presente. O que importa é gostar do que vê é se sentir bem, independentemente se alguém verá ou não.


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