SENNA, 59 ANOS, NUNCA HOUVE OUTRO HERÓI COMO ELE

Atualizado: Fev 17

Por MIRIAM DUTRA


O filho do Brasil.O filho que todos queriam ter.

Nesta quinta feira dia 21 de março , Ayrton Senna estaria fazendo 59 anos.

E a primeira coisa que nos vem à cabeça “AHH! QUE FALTA ELE FAZ”.

Faz muita falta mesmo.

Eu, que sempre gostei de corridas – José Carlos Pacce, Piquet, Fitipaldi – achava aquele mocinho um gênio. Todos achavam.

Até hoje é unanimidade.

Lembro quando ele ganhou sua primeira corrida no circuito do Estoril em Portugal.

Eu e mais alguns jornalistas assistimos à corrida por um monitor na frente do Palácio do Jaburu.

Fazíamos plantão. O presidente Tancredo Neves estava internado em São Paulo, e nós, acompanhando o vice José Sarney.

Que 21 de abril!.

Quando Senna cruzou a linha de chegada foi uma festa e insistimos que Sarney falasse com ele por telefone.

E assim foi feito. Sarney falando com ele e nós todos eufóricos, atrás, como se estivéssemos num Skype.

Dizem que alegria de pobre dura pouco.

Horas depois foi anunciada a morte de Tancredo Neves .

Mas aquela foi a primeira de muitas outras vitórias e corridas inesquecíveis de Ayrton Senna.

O talento era incontestável. Virou o Rei de Mônaco , porque naquele circuito difícil,só dava ele.Também era o rei da chuva . Pilotava como ninguém debaixo do maior toró.

O filme de Ásif Kapadia  com depoimentos de vários pilotos ,chefes de equipes, jornalistas, ganhou um prêmio Bafta.

Seu lema:

SENNA, NO FEAR, NO LIMITES, NO EQUAL

E o que falar da primeira vitória dele no Brasil? Ariano, determinado, cruzou a meta com uma marcha . De tão esgotado, emocionado, Senna desmaiou no cockpit.

Mas seguiu a festa com a eterna bandeira brasileira, sempre pronta para a volta da vitória. Era nosso orgulho.

Uma fatalidade levou nosso herói. Quem não bate, quem não roda numa curva ?

Todos, até pilotos inexperientes, com uma velocidade bem maior daquela de 1 de maio.

Fatalidade. Vivemos com estas coisas , mas bem que poderia aparecer um novo geniozinho como Senna

Como diz Nick Lauda , ele é insubstituível, único.

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