NEM SEMPRE O POLICIAL É VILÃO

Por LUCINEIDE CRUZ


Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver, mas o que seria ver? Para mim, ver é olhar os dois lados da moeda, é ter visão sistêmica é não ser um Maria vai com as outras.


A ideia de que todo policial é truculento e abusivo, por exemplo, para mim é um grande absurdo. Recentemente entrei em uma padaria, onde diversos policiais estavam lanchando. Uma pessoa entrou e começou a agredi-los, pelo simples fato deles estarem uniformizados.


Imaginei como deve ser, por vezes, difícil usar uma farda e aguentar insultos de pessoas que nunca o viram antes, claro que a pessoa não está dirigindo sua indignação a pessoa física deles, mas mesmo assim, deve ser complexo.


Lembro das inúmeras vezes que vi passageiros no ônibus brigando com o motorista e o cobrador sobre o preço das passagens, penso que eles deveriam entrar em pânico toda vez que aumentavam os preços. E pensar: Meu Deus, eu não tenho nada a ver com isto, serei chamado de ladrão e passarei o dia ouvindo reclamações.


Li uma postagem no dia das mães falando sobre a boadrasta, pois madrasta é muito pejorativo, ou seja, há uma relação direta com o fato de que ser madrasta é ser uma bruxa, aliás até bruxa sofre este preconceito, pois existem as bruxas boas.


São por estas e outras razões que eu não me adapto à concordância cega. O fato de ser de um partido, ou ter votado em X ou Y, não faz com que tudo que eles façam eu acredite ser o certo ou o mais indicado.


Acredito na liberdade de pensamento e de visão de mundo. No fato de não ter que concordar com o que dizem e de não ter que seguir a opinião do outro. Vejo muitos protestando a favor da democracia, mas impondo a ditadura da sua visão.


Reclamam de tortura, mas machucam psicologicamente e isolam quem ousa pensar diferente deles. Para mim, muitos são como uma versão de Hitler, extremistas, radicais e que praticam muito do que condenam.


Costumo dizer que o mundo não é nem branco e nem preto. Há diferentes cores, e nestas, diversos tons, e é justamente por acreditar nesta riqueza e nas inúmeras complexidades que formam uma sociedade e constroem um ser, que prefiro analisar e ponderar cada situação, ao invés de generalizar e acreditar que tudo e todos são o mesmo, ou representam a mesma coisa.

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