Nordeste amarga retração de empregos nos 8 meses de Bolsonaro

Atualizado: 17 de Fev de 2020

Por CARLOS MAGNO

Ceará, cuja capital é Fortaleza (foto), teve o pior resultado entre os estados nordestinos no primeiro semestre de 2019, segundo a Fecomércio. (Foto:Wilson Rocha/Free Images)

Levantamento feito pela Consultoria Tendência mostra a realidade da evolução e da retração dos empregos formais nos oito primeiros meses do governo Bolsonaro. Os dados mostram uma realidade que coloca os estados do eixo Sul-Sudeste no topo da evolução econômica do país e relega ao Nordeste os piores resultados, com fechamento de vagas formais e futuro nebuloso.


Os dados foram publicados esta semana e estão detalhados na edição da terça-feira do jornal O Globo. Das nove capitais do Nordeste, só São Luís escapou. As demais registraram drásticas perdas de emprego.


Aqui em Brasília, o que se viu foram comemorações por parte de aliados do presidente e queixas da oposição, sobretudo ao fato de os maiores beneficiados com alguma ação governamental para estímulo à geração de emprego e renda terem se concentrado no eixo Sul-Sudeste, enquanto que a região Nordeste, segundo os comentários mais ácidos, ficou relegada a um papel secundário.


O que se extrai dos dados apontados pelo levantamento é que o governo tem, sim, relegado o Nordeste a um segundo plano. Lamentavelmente. Não basta colocar chapéu de couro na cabeça e dizer que tem parente em enésimo grau natural do Ceará. O que a região precisa é de atenção e políticas públicas que promovam a busca da equidade com as demais regiões do país – e olha que o nordestino pede apenas para ser igual!!!


Mas o pior não é esta realidade. O pior é a tendência.


E pelo que os dados mostraram, junto com as perspectivas, só o Pai na causa...

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