O CONHAQUE DE ALCLKIM NÃO ERA TÃO ESPECIAL ASSIM

Não o Geraldo Alckmin de agora, mas o lendário José Maria Alckmin, um dos fundadores do antigo PSD equipado com toda sabedoria política de Minas, foi o protagonista de uma história que traduz toda a arte de se comunicar daquele mestre da astúcia.

Gostava de conversar com os jornalistas quando secretário de Educação de Minas. De educação, aliás, suas conversas não tinham nada, eram apenas pretextos. Nas suas entrevistas só respondia o que queria e ouvia tudo o que pudesse saber sobre seus adversários.

Numa noite muito fria em Belo Horizonte, beirando 8 graus, recebeu um grupo de cronistas políticos em sua casa, bem perto do Palácio da Liberdade.

Um dos profissionais na pena,estregando as mãos de frio, sapecou essa liberdade:

– Dr. José Maria, o Sr. não tem em casa uma cachacinha?

Ele demorou-se para não se comprometer e afinal sacou esta:

– Cachaça não tenho, mas tenho um conhaquezinho muito bom que o Juscelino (então governador),me presenteou outro dia..

Pegando a preciosa garrafa na estante serviu uma dose franciscana a cada um, ele próprio emborcando a porção dele.

Os jornalistas saíram e o frio aumentava. Um deles sugeriu que fosse a um boteco perto da casa, para uma saideira.

– O Sr. tem um bom conhaque para uma rodada final?

-Sim, tenho um que o Dr. José Maria Alckmin sempre vem aqui comprar uma garrafa…

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