O DIPLOMATA E SEU ACOMPANHANTE: UMA FAMÍLIA DIFERENTE

Por RENATA VILAS-BÔAS



No dia 20 de abril comemoramos o dia do diplomata, carreira que abrilhanta o nosso país em momentos difíceis como esse.


A família do diplomata é uma família diferenciada, pois não apenas o diplomata de carreira irá levar o nome do Brasil para o mundo afora, mas também a sua esposa ou marido e seus filhos.


Essa família formada nos moldes brasileiros, será levada a conhecer um país com cultura diferente e poucos anos após será direcionada para outro país, seguindo assim, a carreira diplomática do Diplomata "oficial" da família.


Por sua vez a esposa do Diplomata, irá exercer atividades diplomatas também, sem ser reconhecida como tal, participando de eventos - festivos, num primeiro momento, mas além do congraçamento parte desses eventos tem um cunho profissional, onde acordos são alinhavado, feitos e desfeitos ...


A essa esposa é reservado um espaço de ser e agir como esposa do Diplomata no qual se espera que tenha determinados comportamentos e ainda, postura de esposa de Diplomata.


Ao acompanhar o marido pelo mundo a fora, ou esposa, existe uma dificuldade de inserção no mercado de trabalho, e podemos apontar algumas hipóteses:


Dependendo do país, existe uma reserva de mercado, e o estrangeiro, simplesmente não pode trabalhar no país em questão. Ou ainda, a profissão do acompanhante do diplomata possui requisitos específicos no país em questão, e o acompanhante não tem essa qualificação. Ou ainda, o empregador sabendo que o acompanhante irá embora depois do tempo assinalado pelo Brasil, ele prefere não investir nesse profissional que a qualquer momento poderá ir embora, e deixá-lo desamparado.


Assim, o acompanhante - esposa ou marido - tem dificuldade de exercer a sua profissão no país em que estiver acompanhando o diplomata.


Se eventualmente o relacionamento conjugal não vier a dar certo, a dificuldade do ex-cônjuge de ingressar no mercado de trabalho brasileiro também não será fácil, pois precisará contar com uma rede de apoio que não tem, pois passou a sua vida, viajando por outros países.


Claro que o diplomata busca o melhor para a sua família, mas dependendo do lugar em que ele for encaminhado, simplesmente, não existe o glamour imaginado. E é nesse momento que a família diplomata precisa estar mais unida, pois é fácil ficar unida no glamour, mas a prova de fogo é quando não tem as facilidades do dia-a-dia que estamos acostumados.


Assim, o dia do diplomata deve ser comemorada por toda a família, pois são eles que levam o nosso Brasil no coração para o mundo à fora!


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