O mês de agosto passou rápido!?

Atualizado: 17 de Fev de 2020

Por PAULO BEZERRA


Agosto é o mês do desgosto e ficamos loucos, não como o cachorro louco (outra crendice sobre esse mês), para o mês acabar.


Agosto passa mais devagar do que os meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro, fora isso, é um mês como outro qualquer, tirando o fato de ter 31 dias, como seu antecessor, julho, também têm. O mesmo ocorre em janeiro, mas é início do ano e estamos cheios de metas para o ano novo.


O engraçado é que contrariando a crendice popular, ouvi nesta semana diversas pessoas, dizendo que felizmente o mês passou rápido.


E por que tantas pessoas tiveram a mesma impressão?


Até aqui esta coluna nada fala sobre dinheiro, você deve estar se perguntando como economia de dinheiro está relacionada com o fato de agosto passar ou não tão devagar, né?


Várias pessoas tiveram a mesma impressão sobre a velocidade que o mês passou porque alguém teve a brilhante ideia de argumentar sobre essa superstição e o efeito manada leva as pessoas a repetirem e compartilharem, sem nenhum questionamento, a mesma visão, até a pessoa, que por acaso, ache que passou mais lento, vai duvidar de si própria e seguir a boiada.


Com dinheiro também é assim, basta um dizer que é bom que uma maioria segue cegamente.


Ainda insatisfeito por ter ouvido algo sem senso nenhum de veracidade, deparei-me com um outdoor de uma construtora induzindo a pessoa a comprar logo seu imóvel apelando para o seu psicológico.


Agora vou concluir o raciocínio e a relação com o oitavo mês do ano. Quando todos falam algo não significa que todos estejam certos, e o mesmo vale para o seu dinheiro, pois só você conhece as suas necessidades e o tempo que levou para conquistar determinada quantia que está na sua conta.


Se falarem que é hora de comprar sua “casa própria”, que é a hora de trocar seu carro ou que você precisa viajar, deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro, pois quem fala com você não paga as suas contas.


Quem não conhece aquela pessoa que deu um passo maior do que a perna e depois perdeu algo? Portanto, a melhor hora de adquirir algo é quando suas finanças permitirem e não porque sua sogra acha que a filha merece morar melhor, porque seu vizinho tem um carro novo ou porque seu colega de trabalho viajou para os “States” ou “Oropa”.


Vá por mim, não dê ouvido aos ditos populares nem ao que todos falam, duvide da unanimidade e dê valor ao dinheiro que mantém na caixinha.


#Investimento #PauloBezerra

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