O Novo Sistema Escolar

Atualizado: Fev 17

Por LUCINEIDE CRUZ & ODÍLIA FÉLIX

Faz tempo que a tecnologia está presente em sala de aula. Seja pelas atividades rodadas no Mimeógrafo ou pelas transparências utilizadas no retroprojetor ou até mesmo pelo videocassete. Como todo processo evolutivo, as possibilidades de recursos utilizados em sala também sofreram alterações.


Mudaram os recursos e com ele a necessidade do professor de se adaptar às novas tendências e às novas necessidades dos alunos cada vez mais conectados à internet. Não que a aula expositiva tenha deixado de existir, mas a gamificação, a projeção em 3D, a utilização de aplicativos, fazem parte do novo cenário.


No sistema educacional, principalmente na educação básica, não foi somente a tecnologia que trouxe modificações. Prevista desde a Constituição Federal de 1988, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é uma política educacional de caráter normativo, trouxe modificações nos currículos e nas propostas pedagógicas da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio de todas as escolas em todo o Brasil, sejam elas públicas ou privadas.


A BNCC não dita as regras em relação a como a escola deve se organizar, mas define quais competências e habilidades o aluno deve adquirir ao longo do processo, definindo assim, um conteúdo mínimo que todas as escolas deverão dar. Existe também uma preocupação de que o estudante tenha uma formação que o auxilie a pensar e estruturar o seu projeto de vida, em relação à suas escolhas de estilo de vida, trabalho, princípios e valores.


Direcionada para colocar o aluno como protagonista em seu aprendizado, a Base Nacional Comum Curricular tende a trazer significativas mudanças no sistema escolar, no que refere-se a forma como as disciplinas serão oferecidas e avaliadas, bem como nos métodos de acompanhamento e análise do professor e do aluno. Como dizem: “o futuro já começou” até porque em 2021 a BNCC já deverá estar implementada em todas as escolas.

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