O que aprender com Juscelino Kubitschek de Oliveira?

Atualizado: Fev 17

Por LUCINEIDE CRUZ & ANA CRISTINA FERNANDES*


Juscelino Kubitschek de Oliveira, JK, faria 107 anos no dia 12 de setembro. Ele faleceu, mas deixou o exemplo de como o esforço e a determinação conseguem romper barreiras. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas dois anos. A morte precoce do pai acabou deixando a família em situação complicada financeiramente.


Mas mesmo assim, aos doze anos, JK ingressou no seminário dos padres Lazaristas, o único ginásio de Diamantina, onde ficou claro desde o início de que não queria ser padre. Posteriormente, ingressou no curso de medicina, e mesmo conciliando trabalho com o estudo, conseguia ter destaque. Trabalhou como interno na 3ª. Enfermaria da Clínica Cirúrgica da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Foi promovido a assistente e tornou-se sócio em um consultório particular.


Alguns nesta época teriam parado por aí, mas não JK… Ele dedicou-se ainda mais aos estudos. Estudou na Europa e trabalhou com profissionais de renome. Voltou para o Brasil, reassumiu suas atribuições em seu consultório, mas também prestava serviços gratuitos na Santa Casa.


Na Revolução Constitucionalista foi convocado para o corpo médico. Neste período fez grandes amizades, inclusive com Benedito Valadares, que foi nomeado Interventor de Minas Gerais pelo Governo Provisório de Getúlio Vargas, e convidou JK para ocupar o cargo de Secretário do Governo de Minas Gerais. Em 1934 elegeu-se deputado federal, sendo destituído do mandato pelo golpe de 1937, com a criação do Estado Novo. Foi em Belo Horizonte (MG) que fez parceria com Oscar Niemeyer, enquanto prefeito de 1940 a 1945, realizando importantes obras para a cidade, como a Pampulha.


Sua vida política já apresentava grandes parcerias, e em 1946, como deputado federal eleito, participa da elaboração da Constituição Federal. Com participação ativa e relevante, em 1950 foi eleito governador de Minas Gerais, imprimindo sua marca com o desenvolvimento energético priorizando o binômio energia e transporte, construindo no período cinco usinas elétricas.


Sua vida política estava consolidada, e, em 3 de outubro de 1955, vence as eleições para presidente do Brasil, tendo João Goulart como vice, pela coligação PSD/PTB, assumindo seu cargo em 31/01/1956, com o lema “Cinquenta anos em cinco”, no qual prometia o desenvolvimento exponencial do país, tendo como resultado o aumento da taxa per capita maior que os demais países da América Latina, no mesmo período.


Apesar de diversas críticas, o governo de Juscelino Kubitschek ficou reconhecido como a época dourada da história brasileira, devido à euforia desenvolvimentista, propulsora do progresso econômico e industrial do país. A construção de Brasília, para ser a capital do país, está entre seus mais importantes legados, que exigiu uma grande quantidade de recursos humanos e financeiros, sendo inaugurada em 1960.


Dono de uma personalidade forte e marcante, tinha como hábito cunhar frases de impacto, com forma de conscientizar e agregar a população ao governo, como “Creio na vitória final e inexorável do Brasil, como Nação”, deveras apropriada ao momento vigente. JK marcou a história do Brasil e com ele é possível aprender que com determinação, força de vontade e  amizade é possível ajudar a si e impactar a história de uma nação.


*Ana Cristina Fernandes é economista, administradora e coordenadora de curso na Faculdade Projeção


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