PICANHA DE COBERTOR

Por ANDRE R. COSTA OLIVEIRA

Certa vez eu escutei do genial ator, diretor, cineasta e escritor Hugo Carvana (1937-2014) que deveria haver alguma lei que proibisse a TV no boteco, exceto em dia de jogo de futebol. Eu concordo plenamente.

Com efeito, sejamos sinceros: botequim é templo; botequim é Oráculo de Delfos; é Escola de Sagres; é aonde se resolvem todos os problemas da humanidade; mais do que no táxi; mais do que na manicure; é aonde a gente chora o amor perdido, e planeja o amor futuro.

Em período de isolamento social, dedicaremos algumas publicações aos bares e aos restaurantes que estão fechados. E promoveremos o Projeto “Botequim de Quarentena”, com a troca de receitas e experiências diversas em gastronomia e literatura. Dito isso, eis o nosso primeiro prato:

- Bife grande de picanha (350 gramas), com gordura, dois dedos de altura. - Panela ou frigideira de ferro. - Sal comum. - Alho amassado Frite a picanha na manteiga, e observe o ponto de seu gosto.

Talvez um pouco de molho inglês, e uma levíssima pincelada de molho barbecue.

Ao finalizar, cubra a picanha com duas fatias generosas de queijo prato ou mozarela.


Sirva com o acompanhamento que for mais de seu agrado.


Não é um “PF” é um tira-gosto, então deixe de lado o arroz e o feijão de sempre.

Eu pessoalmente sugiro: - Folhas de agrião; ou - Farofa; ou - Cebolas assadas. Aproveite e beba uma cerveja bem gelada. Moderadamente (ou não, tanto faz).


E, por fim, jamais se esqueça de que “nada de novo existe nesse planeta que não se fale aqui em mesa de bar” (Milton Nascimento/Fernando Brandt, in “Saudade dos Aviões da Panair”, Minas, 1975).


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