PORTA-VOZ: GOVERNO TEM 200 TONELADAS DE ALIMENTOS À ESPERA DOS VENEZUELANOS

DO G1:

O porta-voz do presidente Jair Bolsonaro, Otávio do Rêgo Barros, informou nesta sexta-feira (23) que o governo brasileiro tem 200 toneladas de alimentos estocados para ajuda humanitária à Venezuela.

Até esta sexta-feira, havia um único caminhão venezuelano na capital Boa Vista, em Roraima, para aguardar o início do transporte dos produtos.

A fronteira entre Brasil e Venezuela está fechada desde a noite desta quinta (21) por decisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O país vive uma crise política, econômica e social, com êxodo de cidadãos para países vizinhos, entre os quais o Brasil e a Colômbia. Mesmo com a fronteira fechada, venezuelanos utilizam rotas alternativas, como trilhas, para entrar em Roraima.

O objetivo de Maduro ao fechar a fronteira é impedir a entrada na Venezuela de suprimentos enviados por países que apoiam Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino do país. O Brasil e mais de 40 países reconhecem Guaidó como presidente venezuelano.

O estoque da ajuda humanitária inclui alimentos básicos, como arroz, feijão, café, leite em pó, açúcar, sal, além de kits de primeiros-socorros. Parte desse estoque foi doado por outros países, entre os quais os Estados Unidos.

De acordo com o porta-voz, o limite da ação do governo brasileiro é a fronteira. Segundo ele, somente caminhões venezuelanos transportarão as mercadorias. Esses caminhões serão escoltados pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Exército até a fronteira, em Pacaraima (RR).

Se não conseguirem entrar na Venezuela, já que a fronteira está fechada, os caminhões voltarão para Boa Vista, capital de Roraima, em um deslocamento de 180 km. Se conseguirem cruzar a fronteira e entrar no território venezuelano, a segurança do transporte caberá Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela.

A operação de entrega dos remédios e alimentos aos venezuelanos tem previsão de inicio neste sábado (23), e se estenderá por alguns dias, sem previsão de término, informou o porta-voz.

O porta-voz explicou que a decisão de iniciar o deslocamento da ajuda para a Venezuela será da equipe que está em Boa Vista para a operação de transporte. Se não for possível iniciar a entrega, serão avaliadas

O Palácio do Planalto criou um gabinete de crise para avaliar possíveis prejuízos para Roraima e para venezuelanos que estão no Brasil. Mais cedo, nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro discutiu a situação na região em uma reunião com ministros e com o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL)

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