Proclamação da República: o primeiro golpe militar do Brasil

Atualizado: Fev 17

Por LUCIANE MESQUITA

Hoje comemoramos a proclamação de uma república, o primeiro golpe militar do Brasil. Promessa de que todos os valores republicanos fossem incorporados nessa nova fase da nação.

Militares e intelectuais se juntaram nessa empreitada que já começou deixando de fora o principal sujeito de uma República: o povo.


Os primeiros anos dessa Republica foi um assombro de autoritarismo, perseguição e mortes, muitas mortes. Período feio, muito feio e jogado pra debaixo do tapete.


Liberdade? Perguntemos aos jornalistas propagandistas que se aliaram aos militares pela República, por onde ela estava...


Ah sim, mas o que é uma República de fato? Há quem, e a há muitos "quens" que acham que república se resume à democracia.


Ela é um pilar fundamental, mas... Bem, não foi o que conquistamos com o golpe de 1889. A ampla participação popular no sistema representativo só existiu a partir da década de 1940!!


Mas república é só isso?


Creio, que ela pode ter sido proclamada, mas ainda me parece uma propaganda enganosa... Quando nos aprofundamos rasamente em seus preceitos não a enxergamos nos planaltos, nas planícies, nos morros, nos alagados, nos sertões, nos palácios e muito menos nos porões deste país.


Aqui, em nossa republiqueta, a lei não é igual para todos, nunca foi, e quando achamos que políticos safados, ricos e apadrinhados estariam enfim pagando por seus crimes, tal qual todo qualquer cidadão de uma República com R maiúsculo deveria pagar por seus crimes, o Supremo Tribunal de inFeriores nos diz um NÃO com todas as letras maiúsculas. Uma República promove a igualdade de direitos... Igualdade social, igualdade de oportunidades...


E vemos negros e mulheres ganhando menos que brancos e homens... Educação de base com investimentos baixíssimos. Discriminação de todo tipo na boca de nosso maior e eleito democraticamente presidente.


Uma República não compactua com privilégios, mas a republiqueta tem inveja doentia das monarquias absolutistas, e insere no pacote que diferencia "incluídos" de "excluídos", privilégios de toda ordem, religiosa, de raça, intelectual, de cargo, de profissão, sexo, política. Lista infinita. Em nossa republiqueta, pensamos viver em liberdade.


Em nossa republiqueta ficamos felizes em votar. Pouco nos importa o que significa República. 130 anos curtindo o feriado...


Isso já é bom demais!

E vamos em frente Brasil!

Te amo tal qual mulher de malandro.