PSICANÁLISE: UMA OBSERVAÇÃO

Atualizado: 1 de Jun de 2020

Por ALEANDRO L. ROCHA


As incertezas, as angústias, a ansiedade, o medo do fim, do novo e de tantas outras formas de dor nos impedem de viver com maior plenitude. Neste contexto, libertar-se é permitir quebrar as barreiras que nos aprisionam e nos sufocam com aflições, lembranças, fantasias, desejos, omissões e ações confusas.


Desvelar o sentir e o desejar tocam a alma e transformam vidas. Mergulhar na psicanálise é navegar pelos sentimentos e seus significados, conhecendo e ressignificando a vida em cada onda que nos empurra para a imensidão de nossas próprias águas.


Crescer é vencer incômodos e admitir que, mesmo guardados, são sintomáticos e se apresentam em nossas vidas por meio da dor. Vivenciar um processo de análise é nos perceber como “seres de desejos”. Para isso, precisamos nomeá-los e buscá-los na riqueza do silêncio e nas surpresas das lembranças, fantasias e palavras livres.


Viver a psicanálise é adentrar no que está escondido no passado, partindo das urgências da vida cotidiana. Nessa viagem, a presença do outro nos ajuda a trilhar os caminhos necessários para reencontrar as paradas que marcaram cada vida. Dali, partir para novos caminhos.


Um mergulho na psicanálise revela disfarces e máscaras, pois nos permite ser mais observadores. Sentir a psicanálise é esvaziar-se das próprias questões antes de consolidar o novo eu. Um processo com base na liberdade de sermos em nossa plenitude, sem disfarces e sem julgamentos. Uma liberdade motivada pelo desejo de ver, sendo essa força a sustentação para a construção do novo.


Desvelar o sentir e o desejar tocam a alma e transformam vidas.


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