QUANDO VERDE GANHA DE VERMELHO NUMA ELEIÇÃO É POR SABEDORIA

Aproxima-se a campanha eleitoral do final. Nada como relembrar a esperteza de políticos que fizeram campanhas no passado, dadas como perdidas, mas que prevaleceram nas urnas com manobras do mais refinado maquiavelismo.

Uma dessas se passou em 1966 entre Aluísio Alves e Dinarte Mariz, ferrenhos adversários na política do Rio Grande do Norte.

A animosidade entre os dois tornava-se cada dia mais férrea. Com o advento do Regime Militar de 1964, Mariz, ultra-direita, retomou o comando da cena política. Aluísio, porém, deu um jeito de ingressar na ARENA e conquistar seu quinto mandato de deputado federal, após Dinarte vetar sua candidatura a senador.

O troco foi dado em 1966, quando Aluísio derrotou Dinarte ao eleger governador o monsenhor Valfredo Gurgel.

Venceu a eleição graças à astúcia. Com a força de comunicação de seu jornal (líder de vendagem em Natal e no Estado), instigou os eleitores de Dinarte a colocar bandeiras vermelhas de seu líder nas portas de suas casas, para ostentar seu orgulho em apoiar o velho líder. En quanto isso os eleitores do monsenhor colocavam bandeiras verdes, a cor do “novo” e da esperança que o aluisismo simbolizava.

Aluísio mandou concentrar a campanha nas bandeiras vermelhas para tirar votos de Dinarte. Ganhou a eleição.

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