QUANTO VOCÊ PAGA POR UM GOSTO?

Por PAULO BEZERRA


Quando vamos às compras analisamos se determinado produto “cabe no nosso bolso”. É importante comparar o valor pago ao nosso ganho, para não onerar o orçamento.

Esta análise é pessoal, até porque, o que é caro é relativo. Uma ida ao cinema para um simples mortal custa mais, proporcionalmente, do que a compra de seu imóvel, por atores de Hollywoodianos ou astros do futebol europeu.

Quando meus filhos eram pequenos eu comentava que algumas coisas estavam baratas, aí eles me perguntavam o motivo de eu não comprar e eu então respondia que era barato para aquele produto, mas que eu não podia pagar o preço pedido.

Devemos sempre ter em mente quanto representa, em termos proporcionais, no orçamento, as nossas compras, isso após aquelas obrigações, aparentemente, obrigatórias.

Digo aparentemente porque sempre podemos rever o preço do aluguel, da mensalidade da escola e o quanto gastamos no mercado mensalmente, dado que é possível optar por um imóvel mais simples, uma escola com menos referência e por produtos de segunda linha, no atacadista.

Gastar mais do que se pode melhora apenas um aspecto, a sua aparência, mas não vale a pena deixar todo o restante em desvantagem. Porém não seja metódico ao ponto de estipular um percentual engessado para cada tipo de despesa (moradia, educação, alimentação, lazer, vestuário, transporte, etc). Entretanto, relegar qualquer dos itens anteriores em detrimento de apenas um deles, causará a piora na sua qualidade de vida. Equilibrar as despesas é muito importante.

Você analisa seus gastos? Faz planilhas? Consegue separar o que é de fato essencial do que não é? Consegue controlar seus gastos e planejar para sobrar dinheiro no final do mês? Sabe gerenciar o dinheiro que sobra ou o gasta de maneira impulsiva, pelo simples fato de ter como pagar?

E quanto ao futuro? Quanto você reserva no seu presente, para garantir maior estabilidade e conforto para você e sua família posteriormente? Se acontecesse um imprevisto e você ficasse um período sem renda, por quanto tempo conseguiria sobreviver?

Sua caixinha além de ser um lugar, por meio do qual seus sonhos podem ser realizados, sem atropelos, também é seu abrigo, sua segurança. Cuidar dela é cuidar de você e da sua família. Lembre-se disto na próxima vez que pensar em comprar algo.

Uma casa se compra poucas vezes na vida, um carro dura tranquilamente cinco anos, assim como os eletrodomésticos. Essas compras podem e devem ser realizadas com planejamento, até porque, via de regra, elas custam mais do que o salário mensal.


O fato de você possuir dinheiro hoje, não deve ser o motivo suficiente para realizar o desembolso, sua caixinha agradeceria se fosse dada prioridade a ela concomitantemente.