QUEM NÃO GOSTA DE MORDOMIA?

Atualizado: 13 de Abr de 2020

Por PAULO BEZERRA



Ter alguém para resolver nossas questões é um conforto que, afinal, todos merecemos. Mas isso tem seu preço e cabe a nós sabermos (ou deveríamos saber) até quanto desembolsar por um luxo.


Viajar de primeira classe é algo que é impensável para a maioria dos cidadãos normais. Já uma viagem de ônibus, pensávamos duas vezes, e, ocasionalmente, adquiríamos uma passagem em assento leito quando utilizávamos esse tipo de transporte antes do avião tornar-se popular.


Mas por que? Uma cadeira comum de ônibus já é mais confortável do que a de uma aeronave. Mas hoje, para muitos, o custo é injustificável. Todo luxo tem seu valor e seu custo benefício. Para mim, não faz sentido pagar mais do dobro do valor de um tíquete internacional que já é muito caro.


Na essência, um carro popular o leva aos mesmos lugares que um premium, cabe a nós avaliarmos nossa realidade e necessidade antes de bater o martelo.


Mas é no dia a dia que nossas pequenas mordomias se tornam hábitos difíceis de abandonar, e é onde o ralo parece invisível.


O gosto por ser servido está presente nas pequenas coisas. Por exemplo, em várias cidades há devolução de parte do imposto e é necessário digitar o CPF para a nota fiscal. Algumas pessoas até desistem dessa regalia quando são solicitadas a digitar e prefeririam que o atendente o escutasse falando os números e digitasse para ele.


Mas vamos a casos mais cotidianos ainda: ar condicionado mesmo em dias e horários mais frescos; manobrista quando há vagas mais distantes; empacotador do supermercado; etc.


Ir ao centro das grandes cidades de carro é oneroso na hora de estacionar, um transporte público, ou mesmo de aplicativo, sai mais barato, e por vezes até mais confortável. Estacionar a alguns quarteirões em uma área mais tranquila e pegar outro transporte é uma sugestão viável, se não der para ir à pé, é claro.


O mesmo vale para as compras do mês, mas olhar o tempo enquanto o empacotador embrulha suas mercadorias ao troco de algumas moedas faz algumas pessoas se sentirem melhor.


Particularmente eu sou da opinião que se você não consegue carregar você não deve levar (em se tratando de mala de viagem) e gosto de fazer as coisas sozinho mesmo.


A moedinha do rapazinho da mercearia, o valet parking, o carregador de bagagem em aeroporto (mesmo o aluguel de carrinho) são custos que não medimos na hora de termos o luxo, mas que deveriam estar em sua caixinha.


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