QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUMBICA

Por BENTO CRUZ

Coluna Histórias de um Velho Marinheiro

A vida é engraçada, a forma como expressamos nossos pensamentos pode chegar de maneira totalmente distorcida ao imaginário do outro. Isto me faz lembrar uma história:


Era uma vez, o fazendeiro Sr. Antônio Bento ele tinha uma filha, chamada Juliana, que desejava ser normalista. Para isto ela teria que ir para a cidade grande. Seu Antônio tinha receio dela sozinha longe de casa, mas com muito sacrifício Juliana pode realizar seu sonho.


Quando terminou o curso ela foi aos correios e enviou seguinte telegrama para o pai:


- ESPERO PARTEIRA EM ESTAÇÃO PAPARI, SIGO BARRIGUDA.


Ao ler seu José começou a passar mal. Sua esposa, Maria Luisa, logo foi acudi-lo. Quando esta perguntou o que havia acontecido, ele mal conseguia falar, só sacudia o telegrama.


Ela leu o texto e ficou toda alegre! Homem, arrume logo a parteira!


Acontece que parteira era o burro de carga deles, Papari o nome da cidade onde moravam e barriguda o bairro.


Passado o mal-entendido seu Antônio correu para buscar a parteira.


A cidade de Papari, atualmente Nisia Floresta, fica localizada no litoral do Rio Grande do Norte, cerca de 50 km de Natal. O nome mudou em razão de uma homenagem a Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, educadora, escritora, poetisa, nascida em 1810 e precursora do feminismo brasileiro.


Barriguda, árvore nativa brasileira, que pode atingir 30 metros de altura é uma paineira cujo troco apresenta uma espécie de alargamento, que parece com uma grávida. Daí o nome – barriguda.


Como diria o saudoso Chacrinha – “Quem não se comunica se trumbica”.


É preciso sempre verificar se o que foi dito, foi compreendido da devida forma, principalmente se a comunicação ocorrer de maneira escrita.

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