Rondônia e os Livros Proibidos

Atualizado: Mar 2

Por ANDRE R. COSTA OLIVEIRA

“Pensamentos valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda; não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer”

(Machado de Assis)


O Governo do Estado de Rondônia pretende retirar de bibliotecas livros de literatura clássica e contemporânea, porque seriam “inapropriados”.


Da malfadada relação constam obras de Euclides da Cunha, Machado de Assis, Mário de Andrade entre outras.


Lamentável é que as pessoas deveriam se preocupar em ler os livros em vez de censura-los. Aliás, qualquer censura a um livro é o mais infame cerceamento à inteligência, à percepção crítica e ao desenvolvimento da capacidade de pensar do ser humano.


Em geral, os que censuram - tais como os ilustres servidores públicos de Rondônia que tiveram tão “brilhante” iniciativa - são exatamente aqueles menos providos de inteligência, percepção crítica e capacidade de pensar.


Acredito piamente que a verdadeira motivação de tamanha excrescência é a nítida carência de preparo de alguns “educadores” no que tange à tarefa de lecionar literatura às crianças e aos jovens do Estado - muito provavelmente, inclusive, porque jamais tiveram curiosidade ao deleite de obras de arte literárias absolutamente lindas, atemporais, geniais e sublimes, e que transcendem meras páginas impressas: constituem-se, em verdade, de fragmentos palpáveis da história e da melhor e mais pujante cultura brasileira.


Lamentável. Vergonhoso.


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