SAIA DO BURACO

Por PAULO BEZERRA

Coluna Educação para o Consumo


De repente você se dá conta que a sua situação financeira está fora de controle e você está quebrado. O desespero chega, parece que não há solução e as noites e os meses vão ficando cada vez mais longos.

Quem cavou ou caiu no buraco foi você e cabe a você encontrar a saída... Então é hora de assumir, sentar-se com um bloco de notas e verificar o quão grande o buraco é e tomar alguma atitude, seja ela qual for.

Nesta hora não adianta mentir para os números, eles não se comovem. Parece que na vida algumas coisas mesmo sem nenhuma interferência as peças mudam de lugar e tudo se resolve com o passar dos anos, mas em se tratando de dinheiro não é assim, de nada adianta ignorá-los porque se nada for feito a escavação continua.

A tesoura é a única aliada, cortes são necessários, assim como as escolhas de por onde começar. Aperta daqui, substitui acolá e vai ajustando sua realidade à sua disponibilidade. Milagres não acontecem, é penoso mesmo, mas melhor doído do que doido, atolado em dívidas.

A família inteira deve participar desse (triste) momento, o esforço deve ser em conjunto e é fundamental que todos remem na mesma direção, pois não faz sentido nadar em sentidos opostos, o que não leva a lugar algum.

Tudo na vida passa e tudo acaba um dia, com uma condição, desde que seja iniciado. Procrastinar é uma forma de auto-sabotamento. O personagem principal dessa peça será encenado por aquele que o olha no espelho.

Se fosse fácil não haveria ninguém em situação vermelha. Para voltar ao azul sua maior ajuda virá do seu comprometimento para sair da crise e não acredite em milagreiros eles o levarão a rolar a dívida como uma bola de neve que a cada giro adquire maior volume.

As sugestões a serem seguidas devem ser honestas e confiáveis, pois seria como pegar palpites de obesos sobre emagrecer e de fumantes ensinando a largar o vício.

Conselhos são bons, mas o sacrifício será de sua responsabilidade. Ninguém fica contente com ligações constantes de cobradores e trocar o número não resolve o problema, que deve ser encarado de frente.


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