SE TRUMP VIESSE À POSSE, SERIA APLAUDIDO NO CONGRESSO COMO BUSH PAI, OU VAIADO?

O recém-falecido presidente norte americano George Bush, conhecido como Bush Pai, esteve em Brasilia para a posse de José Sarney, na qualidade de vice-presidente de Ronald Reagan.

Foi em 15 de março de 1986. Tancredo Neves no hospital.

Aconteceu com ele, no Congresso Nacional, um fato inusitado para uma alta autoridade norte-americana: foi aplaudido, porém não ao ser  anunciada sua presença no plenário, junto a outros chefes de Estado e de governo.

Recebeu demorados aplausos intensos das galerias lotadas quando saiu de sua cadeira e foi cumprimentar, uma fileira atrás,  o general Daniel Ortega, líder da revolução sandinista e presidente da Nicarágua, na época, um dos arqui-inimigos dos Estados Unidos.

Ortega, surpreendido pelo gesto,  correspondeu, através de um longo aperto de mãos, sorrindo aberto e franco.

Aquele gesto democrático de Bush Pai – mas tarde presidente de seu país – encantou a todos e roubou a cena da festa da posse de Sarney.

Serve de alerta aos que se mantêm hoje encastelados em seus preconceitos sem apertar as mãos de vizinhos irados, mas sempre loucos por um aplauso.

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