SEJA VOCÊ A ESPERANÇA DE ALGUÉM

Por LUCINEIDE CRUZ


Uma lembrança da infância me fez refletir sobre o momento que estamos vivendo e o cenário que provavelmente virá.


Quando eu tinha uns cinco anos, vi dois meninos, na época adolescentes, brigando com o meu irmão. Eu sabia que um ele dava conta, pois fazia judô desde criança, mas dois... Não pensei duas vezes... Entrei na briga. Na minha cabeça era... Pega um que eu pego o outro.


Assim que eu cheguei, um dos meninos tinha acabado de cair no chão e ele estava brigando com o outro. Eu corri e no auge dos meus vinte ou mais quilos, pois sempre fui gordinha, pulei nele, como quem dá um pulo para sentar em um sofá macio.


Até ele conseguir gritar por socorro, eu já tinha dado uns três saltos no estômago dele. Até hoje não sei o que o meu irmão pensou na hora que me viu na briga, mas me fez sair dali, claro que nesta altura do campeonato, eu nem queria, pois estava era gostando do rolo e me sentindo o máximo.


Desde então, ficou a sensação de que é possível enfrentar gigantes, com as armas que se tem. Quando vejo os números de desempregos, imagino o que isso representa dentro de um lar. Penso no medo e até mesmo no desespero que deve bater.


Por vezes, quando está frio, e eu coloco um casaco, ou me abrigo embaixo do cobertor, imagino como é quem não tem estas peças. Lembro da reportagem que vi sobre o fato de uma pessoa ter literalmente morrido de frio no Brasil.


O que eu posso fazer? Eu posso lutar com as armas que tenho... Fazer minhas doações e estimular que você faça as suas, seja separando umas peças, deixando-as no carro e doando onde desejar; transferindo dinheiro para alguma das diversas organizações sérias, que atuam ajudando o próximo; se voluntariando para alguma ação ou até mesmo doando sangue no hemocentro.


Seja qual for o seu jeito. Faça!


Ao entrarmos na briga pelos nossos irmãos, sejam eles ou não nossos compatriotas, teremos evitado um dia de fome, um dia de frio e quem sabe seja justamente o seu ato, o que precisava para aquela alma, que você pode nunca vir a conhecer, reavivar a crença de que dias melhores existem.


Seja você a esperança de alguém.


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