Semana quente para o governo Bolsonaro

Atualizado: Fev 17

Por CARLOS MAGNO


A semana não começou muito bem para o governo Bolsonaro. Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto MDA, em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o governo foi avaliado como ruim ou péssimo por 39,5% dos brasileiros. Em fevereiro esse índice era de 19%. Em seis meses, houve uma elevação um pouco mais de 20 pontos percentuais. A desaprovação pessoal do presidente Jair Bolsonaro saltou para 53,7% em agosto. Em fevereiro era 28,2%. Ainda na mesma pesquisa, 72,7% reprovam indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada.


Outra notícia que fez a semana começar ruim para o governo foi a alta do dólar, que chegou a abrir em queda nesta segunda, mas saltou para R$ 4,159 no fim da tarde, maior patamar desde 14 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais.


E na semana em que o IBGE divulga o resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) do 2º trimestre, economistas consultados pelo Banco Central voltaram a rebaixar a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. O PIB, de acordo com a projeção, deve terminar o ano em 0,80%. Na semana passada, a projeção estava em 0,83%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 26, no Boletim Focus.


Pelo menos, depois de tanta pressão externa e interna, o governo Bolsonaro resolveu reconhecer a gravidade das queimadas na Amazônia e finalmente agiu. O ministro da Justiça, Sergio Moro, deve publicar hoje uma portaria autorizando o uso da Força Nacional de Segurança, com 1.200 homens, para ajudar a combater o fogo. Além deles, cerca de 400 dos 44.000 militares já lotados na Amazônia iniciaram ontem ações de combate a incêndio, atenção à população e repressão a crimes ambientais. Vamos acompanhar os próximos capítulos desta semana que promete ser muito quente.


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