SEMPRE HÁ COMO CORTAR GASTOS

Por PAULO BEZERRA

Coluna Educação para o Consumo

A raça humana passa por uma pandemia, no início dela o planeta praticamente parou e isto causou diversas alterações, inclusive uma queda fenomenal no valor do barril do petróleo. Empresas aéreas quase faliram já que pessoas em isolamento não viajavam com a frequência de antes. Com o passar dos meses, o medo do novo, apesar das inúmeras mortes, pareceu diminuir. Seja pelo aparecimento de vacinas, por maior conhecimento sobre vírus ou por necessidade, o fato é que diversas pessoas retomaram suas rotinas com muitos ou poucos cuidados.


O novo normal trouxe também a normalidade o preço do combustível. No princípio das normas de distanciamento a gasolina foi ficando barata e agora o valor do litro está duplamente maior do que antes. Entre as causas podem estar o fato da nossa moeda ter sido uma das que mais desvalorizou no mundo e o outro é que barril de petróleo hoje custa mais do que há um ano.


O aumento do preço faz com que para muitos fique cada vez mais difícil parar em um posto para abastecer sem ter que necessariamente utilizar o cartão de crédito, principalmente considerando que muitos perderam o emprego na pandemia. Por outro lado, alguns conseguiram economizar idas aos postos por estarem no teletrabalho.


Seja como for, economizar é a ordem do momento! Recentemente lembrei do comentário que um colega fez durante a greve de caminhoneiros de 2018 que resultou na falta de combustível nos postos. Era difícil conseguir abastecer, o líquido armazenado no carro deveria ser utilizado apenas para necessidades porque poderia acabar e não encontrar novo suprimento. O colega me disse que estava andando tão devagar que o consumo do carro melhorou.


Resolvi fazer o teste, parei no posto, completei o tanque do meu carro até a bomba parar, calibrei os pneus e passei a andar um pouco mais devagar do que o limite da via permitia, algo em torno de menos de 10% de redução. Voltei alguns dias depois no mesmo estabelecimento e tive a surpresa que meu consumo, melhorou em 15%. Sendo assim, a melhoria de consumo foi superior aos aumentos acumulados nos últimos meses no preço do combustível, de forma que mesmo a gasolina estando mais cara, eu gastei menos considerando a mesma quilometragem.


Sei que cansa andar mais devagar. Não atrapalhei o trânsito, mas o carro ficava “pedindo” mais velocidade. Foi apenas uma experiência, porém para mim ficou o aprendizado que quando não há pressa eu posso dirigir com mais calma, o que faz também com que eu reduza o estresse de estar dirigindo e percebi que existem inúmeras formas de economizar, basta pensar um pouco “fora da caixa” e testar novas ideias ou sugestões. A matemática e a estatística podem e devem ser grandes aliadas nesse momento de inúmeras incertezas.


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