SETE DE SETEMBRO

Por BENTO CRUZ

Coluna Histórias de Um Velho Marinheiro

O desfile de sete de setembro, principalmente para quem o assiste no conforto de sua casa, nem sempre pensa no treinamento, disciplina e organização que o envolve.


São dias, normalmente embaixo de sol quente com farda e no meu caso, como era da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha, os ensaios eram com a tuba, um dos maiores e mais pesados dos instrumentos.


Quem é músico, sabe que do esforço que é feito para aprender a tocar adequadamente uma música. Raros são os que possuem muita facilidade, a maioria precisa repetir, repetir e repetir. É a insistência que leva à perfeição.


Mas todo o esforço valia à pena. Era bonito ver uma multidão de brasileiros assistindo ao desfile. A sensação de pertencer a uma nação, de sentir o significado da letra do nosso Hino Nacional, era maravilhosa...


Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!


A letra de Joaquim Osório Duque Estrada e a música de Francisco Manuel da Silva entravam na minha alma.


Outra música que me marcava muito era Cisne Branco, considerado o Hino da Marinha:


Qual cisne branco que em noite de Lua Vai deslizando num lago azul O meu navio também flutua Nos verdes mares de Norte a Sul

Linda galera que em noite apagada Vai navegando num mar imenso Nos traz saudades da terra amada Da Pátria minha em que tanto penso

Quanta alegria nos traz a volta À nossa Pátria do coração Dada por finda a nossa derrota Temos cumprido nossa missão


Mas o ponto era quanto a autoridade, normalmente um general, parabenizava o oficial que comandou o desfile. Ali sabíamos que tinha feito um bom trabalho. Aquelas palavras alegravam a alma e aliviava todo o cansaço.


Parabéns a todos que se dedicam, ano após ano a reforçar o sentimento de nação, a lembrança que pertencemos a uma mesma pátria e que somos, portanto, independentemente de qualquer coisa, o povo brasileiro!


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