UMA IMERSÃO NA ÁFRICA, ONDE O SOL É MAIS BRILHANTE

Por ANA LUISA MOTA

Ontem à noite ao navegar pelo youtube atrás da “live” do dia, me deparei com um "safari live", produzido pela WildEarth, chamado de Sunset Safari, iniciado no fim da tarde, no belíssimo crepúsculo vespertino da África, e que podia ser acompanhado pela lente da câmera, propositalmente instalada no jeep, para nos dar a sensação de estarmos presente no momento do delicioso passeio em uma das reservas do famoso Parque Nacional de Kruger, no coração da África do Sul.


E claro, a sensação que tive ao ver aqueles lindos animais livres, leves e soltos, sem preocupação nenhuma com pandemia, nenhum covid-19 por perto para intimidá-los, fez emergir dentro de mim uma vontade imensa de fazer as malas e pegar o primeiro voo para conhecer a África Subsaariana, e contratar um desses luxuosos safaris, ou até mesmo os que propõem imersões nas aldeias.

Assim como no “safari live”, tive a oportunidade de me encantar com lindos animais, principalmente com os elefantes, que são retratados com muita delicadeza nas suas cores e formas, nos relatos apresentados na obra “O Sol Mais Brilhante”, da autora americana Adrienne Benson, que nos propõe uma imersão no Quênia a partir de suas próprias impressões sobre a paisagem, os aromas, as cores da natureza, os sons dos animais, e principalmente, o seu contato com a tribo massai, que é o pano de fundo para a história do livro. Benson morou no Quênia até os seus 15 anos, quando retornou aos Estados Unidos.

Através da personagem Simi, temos a oportunidade de saber um pouco sobre o modo de viver da tribo massai, a língua usada por eles, a comida, a moradia, seus costumes e tradições, e muitas delas persistem até os dias de hoje, passadas de geração a geração, como a dança, que é uma forma bem intensa de expressão para todos acontecimentos na aldeia. Uma tradição não tão agradável foi finalmente abolida em 2011, que era a circuncisão das mulheres, uma cerimônia na qual os homens massai mais velhos cortava o clitóris das meninas de 12/13 anos, para que fossem marcadas como disponíveis para noivados.


Junto com Simi, as duas outras protagonistas principais da história, Leona e Jane, americanas que se mudaram para a África, em busca de suas identidades, têm as suas vidas entrelaçadas pela maternidade, o ponto central do livro de Adrienne Benson. Apesar de muito diferentes, juntas elas entendem que o significado de maternidade e família pode ser, principalmente, o amor que as une e as move em tempos de incerteza e de sobrevivência em um país estranho. É simplesmente uma história de laços familiares e afetivos formados por fatos marcantes que unem e moldam essas vidas. Com o passar dos anos, nem a distância e nem as culturas diferentes quebram esses laços.


Nesse dia 15 de maio, onde comemoramos o Dia Internacional da Família, nada melhor do que indicar o livro “O Sol Mais Brilhante”, pois nos faz refletir sobre o conceito de família e de maternidade, e das várias maneiras com que as vidas em conjunto possibilitam a sua construção. Benson nos faz enxergar que maternidade e família, bases das nossas vidas, podem receber conceitos e significados diversos.


A autora Adrienne Benson, ao criar uma história emocionante, sensível, envolvente, com uma narrativa leve em um cenário atraente e intrigante, não só nos possibilitou conhecer a África Subsarianna, como nos permitiu uma viagem fundo ao nosso coração para mudarmos nossos pensamentos a respeito do amor, da maternidade e das relações afetivas.


E para você ter uma imersão mais completa das aldeias da tribo massai, ouça a playlist "Massai People: Chants from Kenya and Tanzania" que você encontra no spotify: https://open.spotify.com/album/1IPy1lTykR8CuOWsXW9kND


O Sol Mais Brilhante

Benson, Adrienne

ISBN-13: 9788595084933

ISBN-10: 8595084939

Ano: 2020 / Páginas: 320

Idioma: português

Editora: TAG Inéditos | Harper Collins


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