Viaje, dinheiro você recupera, tempo perdido não!

Atualizado: Fev 17

Por PAULO BEZERRA


É fevereiro, quem tinha que aproveitar as férias de verão ainda deve estar recuperando a pele dos excessos de exposição ao sol e fazendo uma limpeza estomacal em função dos abusos de comidas e álcool.


Se você tinha dinheiro espero que não tenha entrado no vermelho. Agora se você é daqueles que acredita que o tempo perdido não se recupera e o dinheiro sim e torrou mais do que era capaz, parabéns! O que você deixaria de curtir não seria reconquistado, agora é botar a mão na massa e correr para honrar os compromissos.


Apenas para refrescar a memória, fevereiro tem despesas como material escolar, imposto territorial e veicular.


O tempo pode ser definido de diversas maneira, dizemos que uma delas é que é dinheiro, mas não podemos dizer o contrário, portanto, se eu gastar e posteriormente recuperar a moeda eu terei aproveitado o momento.


Agora, encher a caixinha de notas nos transformará em velhos ricos que não aproveitaram a vida?


Carpe diem, vive la vie, livin’ la vida loca...

Gastei mesmo e ainda vou pular o carnaval, já está tudo acertado...


Meio termo em tudo é sabedoria! Não saia por aí esbanjando como se o mundo fosse acabar. Se a verba estava curta, as férias deveriam ser econômicas, é possível usufruir sem muito desembolsar, e até mesmo sem sair de sua cidade.


Vi a frase do título desta coluna em uma camiseta na minha última viagem. Seguir o que está escrito é saber viver? Somos bombardeados com mensagens que nos fazem colocar a mão no bolso e de lá extrair o que não existe.


A frase parecia ingênua em uma barraca com diversas camisetas com piadas e estampas divertidas, mas no fundo nos leva a seguir o senso comum. Continuando a caminhada na feira com essas palavras na cabeça pensaremos em comprar de tudo porque não encontraremos nada daquilo em casa e não poderemos voltar e temos que contar para os nossos amigos (e inimigos também) que somos só curtição.


Agindo assim é só voltar para casa que os cobradores logo estarão à sua porta ou ligarão insistentemente querendo “conversar”.


Será que passar noites acordado pensando em como fazer o orçamento caber e de dia ter que atender ligações de cobrador é agradável?


Garanto que não!


Mas chegar em casa após um dia longo e produtivo, tirar o sapato, assistir a um programa bobo, ler um livro e até beber um “gole” tornam o final da noite em um momento tão agradável que o levará à cama numa leveza que só quem não deve conhece.


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