VILLAS BÔAS FOI LUZ NAS SOMBRAS DA ASCENSAO DE BOLSONARO

-“O Sr. é um dos responsáveis por eu estar aqui”.

Foi a saudação carinhosa com que o presidente Bolsonaro se dirigiu outro dia ao general Eduardo  Villas Bôas em recente solenidade n Ministério da Defesa..

Hoje, na transição do cargo de comandante do Exército, viu-se um Vilas Bôas emocionado e largamente aplaudido por militares e civis presentes, quando foi lida sua ordem do dia.

Ele e Bolsonaro inauguraram um código de honra mantido em segredo entre ambos. Chegou a ser cogitado durante a campanha eleitoral que o general referia outro  candidato que não um puramente militar, pois fez questão de receber a todos em seu gabinete no Exército para debater aseus programas.

No frigir das contradições da então candidatura Bolsonaro, de fato, muita gente graduada no Exército torceu o nariz. Claro, eram cidadãos os outros eleitores brasileiros que tinham, seus candidatos de preferência. .

Villas Bôas sustentou posição de distanciamento crítico na eleição.  Era o chefe militar que deveria dar exemplo de respeito à Constituição e à ordem democrática e não poderia envolver o Exército, mesmo que para favorecer uma candidatura de capitão reformado. E deu.

Seus olhos brilharam quando Bolsonaro referiu-se ao segredo que mantiveram até hoje. O comandante que havia sido um dos sustentáculos da campanha.

Foi  o último da linhagem dos grandes chefes militares que se impunham pelo  engajamento com o espírito democrático e culto Constituição.

O derradeiro havia sido o general Leônidas Pires Gonçalves, ministro do Exército na época que garantiu a posse do vice-presidente José Sarney quando Tancredo foi internado no Hospital de Base de Brasília na véspera da posse.

Há dias, na solenidade do Ministério da Defesa, Bolsonaro revelou que conversava frequentemente com o general Leônidas quando, após o governo Sarney, foi morar no Rio.

Destino e convergências?

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