VOCÊ QUERIA SER RICO?

Por PAULO BEZERRA

Coluna Educação para o Consumo

Dinheiro nem sempre traz felicidade. Há pessoas que dizem que não queriam ser ricas porque acreditam que dá muito trabalho administrar muitos recursos.


De fato, a noite de sono de quem administra valores altos pode não ser igual à do cidadão comum, já que o significado de “estar no vermelho” para um pode não representar e ter proporcionalmente o mesmo impacto para o outro, principalmente frente as responsabilidades destes.


O rico teria que pagar, por exemplo, o piscineiro, o jardineiro, o motorista, o mordomo, a cozinheira, a passadeira, os seguranças sem falar nos colaboradores de sua empresa, ou seja, diversas pessoas cuja renda impacta diretamente no planejamento familiar, principalmente se estes forem os provedores.


Em termos de compra, para os abastados adquirir um imóvel ou um carro pode custar proporcionalmente (ao patrimônio dele) menos do que aquilo que pagamos por um jantar em um restaurante estrelado ou do quanto pagamos em um pastel na rodoviária.


Esta relação entre renda e custo pode aparecer nos almoços e festinhas no trabalho, nestas horas vemos como funciona o equilíbrio em relação ao salário. Suponha que quando mais baixa a renda da pessoa menos ela paga e alguns, como o pessoal da limpeza e estagiários, nem participem do rateio, em compensação o seu gestor tenha cota duas a três vezes maior que a sua.


Parece injusto já que todos comerão por igual, entretanto observe que o menor aprendiz dificilmente entraria na confeitaria de onde veio a torta. Um refrigerante da maior multinacional pode custar mais de 1% da renda mensal do estagiário enquanto que para o gestor 0,01% é o que ele paga pela bebida gaseificada.


Quanto maior a diferença salarial entre colegas de trabalho, melhor precisa ser gerenciada as participações financeiras destes nos aniversariantes do mês, nas comemorações de natal, ano novo e nas confraternizações de uma forma geral. Quem ganha mais, precisa ter consciência de que o seu padrão de vida não é a do seu colega. É preciso ter responsabilidade e sensibilidade.


O rico possui, ou deve possuir, muitas responsabilidades. Não que o “pobre” esteja isento destas, mas a amplitude do seu “estrago” caso não gerencie direito o seu dinheiro é menor, já que quanto mais dinheiro a pessoa tenha, mais serviços e produtos esta passa a adquirir.

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